Segunda – At 2:1-4: O nascimento da Igreja veio por um ato do Espírito Santo.
Terça – Ex 20:4: Ordenança divina contra as imagens de esculturas.
Quarta – II Tm 2:5: Cristo é único mediador entre Deus e os homens.
Quinta – Hb 9:27: Após a morte o ser humano aguarda o julgamento final.
Sexta – Mt 6:7: As orações a Deus devem ser espontâneas e não rezas prontas.
Sábado – Hb 9:26: O sacrifício de Cristo é suficiente para nos purificar de todo os pecados.
TEXTO BASE:
“Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”. (Mt 7:23)VERDADE PRÁTICA: Não se pode esperar que o Catolicismo, em suas publicações, testemunhe contra si mesmo ou concorde com os historiadores a quem damos preferências por serem mais confiáveis
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 2:1-4, 42-47.
COMENTÁRIODe modo geral, no Brasil há duas igrejas em evidência, a Católica Romana (religião oficial do país) e as demais. Enquanto o Catolicismo estrutura-se em "Ordens religiosas" sob um chefe visível - o Papa, as demais igrejas cristãs apresentam-se em "Denominações" todas com uma só base - a Bíblia.
As distâncias entre as Ordens Católicas assemelham-se às distancias entre as denominações evangélicas e com algumas exceções. Nota-se ainda que Católicos e Evangélicos crêem na Santíssima Trindade, Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo; compartilham da doutrina de que Cristo é o Salvador pela sua morte substitutiva; ambas as igrejas ensinam a existência de céu e inferno e aceitam a mesma Bíblia como a Palavra de Deus .
1. ORIGEM DA IGREJAa) A fundação da Igreja em JerusalémO capítulo 2 do livro de Atos narra o inicio “oficial” da Igreja de Cristo, evento abalizado pela descida do Espírito Santo àqueles que estavam “reunidos no mesmo lugar” (v.1). Em meio a uma manifestação sobrenatural de Deus é instituída a santa Igreja do Senhor, àquela responsável para continuar os passos de Jesus.
A Festa de Pentecostes era uma festa judaica, antes de se tornar um símbolo do Espírito Santo. A Igreja nasceu no Pentecostes. A vinda do Espírito Santo foi o cumprimento da predição de João (Lc 3:15,16) e da promessa de Jesus (Lc 24:49).
Pedro afirma ser o cumprimento da promessa de Joel (Jl 2:28,29), este acontecimento fundiu os crentes num grupo, dando-lhes a unidade (At 2:42-47) que antes não tinham e deu-lhes a coragem para enfrentar os perigos da perseguição.
O crescimento foi rápido. Outros eram acrescidos diariamente ao número dos 3.000 até chegarem logo aos 5.000 (At 4:4). Há menção de multidões se integrando à Igreja (At 5:14). Judeus helenistas (At 6:1) e “Muitos sacerdotes” (At 6:7) são mencionados como estando entre os membros da Igreja primitiva em Jerusalém.
b) PerseguiçãoAs autoridades eclesiásticas judaicas logo perceberam que o cristianismo representava uma ameaça a suas prerrogativas como interpretes e sacerdotes da lei; por isto, reuniram suas forças para combater o cristianismo. A perseguição veio primeiro de um organismo político-eclesiástico: o Sinédrio, que, com permissão romana, supervisionava a vida civil e religiosa do estado. Pedro e João tiveram que comparecer perante este egrégrio órgão duas vezes e foram proibidos de pregar o Evangelho, mas eles se recusaram a cumprir a ordem. Mais tarde a perseguição tomou cunho mais político. Herodes mandou matar Tiago e prendeu Pedro (At 12) nesta fase de perseguição. Daí por diante a perseguição tem seguido esse padrão eclesiástico ou político.
c) ExpansãoO Cristianismo teve continuidade com bispos, pastores, presbíteros e evangelistas; foram homens veneráveis como Policarpo, discípulo do apóstolo João, Inácio, Papias, Justino, Irinio, Origenes, João Crisóstomo e tantos outros.
A igreja cristã recebeu o nome de Católica no Concilio de Constantinopla, presidido pelo imperador Romano Teodósio com o decreto "Cunctos Populos" no ano de 381. Apostólica ela não é; Também não sabemos como ela pode ser Universal e Romana ao mesmo tempo. (ver Rivaux, História Eclesiástica, tomo I - Pág. 347).
Ainda não havia "Papa", mas, nos fins do século IV as igrejas viram-se lideradas por cinco "patriarcas", que foram os bispos de Antioquia, Jerusalém, Constantinopla, Alexandria, e Roma. O Papado como conhecemos, desenvolveu-se gradativamente, sustentado a princípio pelo Império Romano; não teve data de nascimento, não foi instituído por Cristo nem pelas igrejas, é intruso no Cristianismo e não se enquadra na Bíblia - conseguiu com sutileza manter-se na posição que ocupa.
2. IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA: A INSTITUIÇÃO.a) Origem do papadoO Catolicismo começou a tomar forma quando no ano 325 o Imperador Romano Constantino, convertido ao Cristianismo, convocou o 1º Concílio das igrejas que foi dirigido por Hósia Córdova com 318 bispos presentes. Constantino construiu a Igreja do Salvador e os Papas passaram a ocupar um palácio oferecido por Fausta. No século XV demoliram a igreja do Salvador para dar lugar à Basílica de São Pedro. As igrejas que eram livres começaram a perder autonomia com o Papa Inocêncio I, ano 401 que se dizendo "Governante das igrejas de Deus exigia que todas as controvérsias fossem levadas a ele."
O Papa Leão I, ano 440, impôs mais respeito prescrevendo "Resistir a sua autoridade seria ir para o inferno" - Este papa aumentou sua influência bajulando o imperador Valentiniano III no ano 445, que cedeu a pretensão dele de exercer autoridade sobre as igrejas até então nas mãos do Estado. Os historiadores viram nele "O papado emergindo das ruínas do império romano que desintegrava herdando dele o autoritarismo e o latim como língua”.
A palavra "Papa" significa pai; até o século V todos os bispos ocidentais foram chamados assim. Aos poucos restringiu esse tratamento aos bispos de Roma. Naquele tempo ninguém supunha que “São Pedro fora Papa” - Ele era casado e não teve ambições temporais.
O Papa Nicolau I anos 858-67 foi o primeiro a usar coroa; serviu-se com muito efeito de documentos espúrios surgidos no ano 857 conhecidos como "Pseudas decretas de Isidoro" – Documentos falsos que seriam de bispos do II e III séculos e que "exaltavam o poder dos papas”. Nicolau havia mentido que esses documentos haviam estado por "séculos na igreja".
b) Origem do estado do VaticanoO Estado do Vaticano desenvolveu-se com o papa Estevão II nos anos 741-752, que instigou Pepino, o Breve e seu exército a conquistar territórios na Itália e doá-los à Igreja.
Carlos Magno, seu pai, confirmou essa doação no ano 774, elevando o Catolicismo à posição de poder mundial surgindo o SANTO IMPÉRIO ROMANO sob a autoridade do Papa-Rei que durou 1.100 anos.
Carlos Magno próximo da morte arrependeu-se por doar territórios aos Papas, agonizando sofreu horríveis pesadelos lastimando-se assim: "Como me justificarei diante de Deus pelas guerras que irão devastar a Itália, pois os Papas são ambiciosos, eis porque se me apresentam imagens horríveis e monstruosas que me apavoram, deve merecer de Deus um severo castigo!” (Pillati, Ed. Thomp. Tomo III, pag.. 64, 1876, Londres).
Os papas ficaram confinados no Vaticano até 1929 quando Mussolini e Pio XI no tratado de Latrão legalizaram esse estado religioso que é "controlado pela Cúria Romana e governada por 18 velhos Cardiais que controlam a carreira de bispo e monsenhores; o papa fica fora dessa pirâmide” (Estado 20-3-82).
No Brasil os católicos são orientados por 240 bispos mais conhecidos pela posição política do que pela religiosidade, estão divididos entre Conservadores, Progressistas e Não Alinhados... (Revista Veja 30-1-80).
3. DIVERGÊNCIAS E CONTRADIÇÕES DOUTRINÁRIAS
a) Exclusivismo quanto a SalvaçãoOs católicos apelam para a história da igreja, reivindicando a supremacia da igreja de Roma sobre as demais igrejas cristãs. Como se dizem pertencentes a “Santa Igreja” crêem e ensinam que a Salvação não pode existir fora de suas crenças, tradições e dogmas.
Cristo é o único caminho para a Salvação (II Tm 2:5; Jo 14:6, 8:37) e nenhuma instituição religiosa pode “dar” a salvação, se a mesma não vier apenas da Cruz.
b) A infabilidade papalMuitos pensam que qualquer pronunciamento do Papa é automaticamente infalível. Não é bem assim. Os teólogos católicos cercaram cuidadosamente com alguns critérios o uso desta prerrogativa. Elas são tiradas do documento “Pastor Aeternus”, transcrito abaixo:
• Primeiramente, o papa só é infalível quando se pronuncia "ex-cathedra", isto é, usando os poderes da cadeira de Pedro como Pastor e doutor da igreja, isto define o cargo de ação do dogma.• Por sua vez o objeto desta infalibilidade está restrito tão somente a temas concernente à fé e moral.• Outrossim, que o sumo pontífice intencione pronunciar sentença definitiva sobre o assunto focalizado, decidindo o que é certo e condenando com um anátema quem se posicione contra.• E por último que ele queira ensinar a igreja inteira.
Todavia, é gritante a fragilidade deste critério. Este dispositivo foi criado logicamente para proteger o dogma de suas implicações lógicas, de um impacto direto que ele poderia causar, se fosse aplicado, na prática, na vida de muitos papas ao longo destes séculos.
Analisando as proposições da sessão IV do "Pastor Aeternus", fica patente que este dogma é extraído de outras duas doutrinas, a saber: o primado de Pedro e a sucessão apostólica. Primeiro era necessário transformar Pedro em chefe da igreja cristã universal e depois coroá-lo com a infalibilidade. Assim a última engrenagem faltante era colocar os papas na linha de sucessão do apóstolo fazendo-os infalíveis.
As passagens amiúde citadas são: "o poder de ligar e desligar" (Mateus 16.19), "o poder de apascentar o rebanho" (João 21.15-17) e "o poder de ensinar" (Lucas 22.31,32). Em todas elas os teólogos católicos dizem estar implícita a infalibilidade.
c) Objeções à infalibilidade papalO dogma peca sob diversos pontos: Primeiro, quanto às provas bíblicas, não resiste a uma hermenêutica mais cuidadosa. Segundo, carece de apoio histórico consistente e por último, de todos os pontos de vistas lógico, é desnecessário.
1º) Carece de apoio unânime: Pio IX dizia que a infalibilidade "foi sempre admitida pela igreja católica", porém, os anais da história mostram fatos totalmente opostos a isto e provam que na verdade, ela nunca existiu na pessoa de um líder eclesiástico. Não faltaram adversários que a combatessem ferozmente.Muitos papas como Inocêncio III, Clemente IV, Gregório XI, Adriano VI, Paulo IV - rejeitaram a doutrina da infalibilidade papal!
2º) Carece de apoio histórico: A alegação de que algumas igrejas apelavam para Roma em algumas decisões não é prova de que o bispo romano fosse infalível. Outras sés episcopais receberam a mesma honra. Podemos citar a igreja de Alexandria resolvendo questões de disciplinas nas igrejas espanholas, além de sua jurisdição. Era comum as igrejas primitivas recorrerem umas às outras para estabelecer decisões em questões polêmicas. Contudo, muitas vezes as igrejas não admitiram a intromissão de Roma em assuntos de suas jurisdições como no caso das igrejas Africanas. Nota-se ainda que as apelações eram feitas à igreja e não ao papa como infalível.
3º) Carece de apóio bíblico: Os argumentos freqüentemente empregados pelos católicos para substanciar biblicamente a infalibilidade são espúrios. Se não vejamos:
João 21.15-17 e Lucas 22.31,32 - A prerrogativa dada a Pedro de "apascentar seus irmãos", não era privilégio somente de Pedro. Outros como Paulo disseram a mesma coisa (At 14:22 - 15:32,41). Este e o próprio Pedro admitiam que isto não era exclusividade suas (At 20:28 - I Pe 5:1,2). Com certeza Pedro lembrando-se das palavras do mestre em Lucas 22:24-26 (cf. Mt 20:25-27), soube aconselhar o rebanho tempos depois afim de que ninguém exercesse a primazia sobre as igrejas (I Pe 5.1-3). A simples tarefa de apascentar e confirma não traz inerentemente nenhum mérito de infalibilidade, pois Jesus já havia rogado por eles todos (Jo 17:11,12).
d) Petros, Petha, KephasNa suposição de que Cristo edificou Sua Igreja sobre Pedro, os Papas trataram de estabelecer uma linha de sucessão com esse apóstolo. Para isso embaralharam as palavrinhas gregas "petros e petras" encontradas em Mateus 16:18, fizeram uma exegese tendenciosa e confundiram a cristandade, uma vez que "petros" quer dizer seixo ou pedrinha e "petra" significa rocha, que no texto e nos contextos é Cristo sobre quem a Igreja foi edificada. Equivocaram-se com essa "sucessão", pois Cristo é a base da igreja.
O Novo Testamento foi escrito em grego. - Jesus disse ao apóstolo: "Tu és PETROS e sobre esta PEDRA edificarei minha Igreja."
Jesus falava o ARAMAICO, língua popular e certamente o grego usado nas grandes cidades, por essa razão o Catolicismo quando se vê em dificuldades "escapa" dizendo que Mateus 16:18 foi proferido em aramaico! Mas esse salto não os favorece.
Imaginemos que Cristo, no hipotético texto em aramaico tivesse dito: "Tu és KEPHAS e sobre esta KEPHAS edificarei minha igreja", então teríamos problemas em João 1:42 onde a primeira expressão KEPHAS significa Pedro e não petra! – Torna-se difícil, como quer a Igreja, colocar Pedro na cadeira de Cristo.
Se houvesse realmente dúvidas, que exigisse definição sobre em quem a Igreja foi edificada, todos os cristãos escolheriam o nome de Cristo! É mais coerente, mais razoável e mais seguro: Pedro não comportaria tanta magnitude.
Paulo escreveu à igreja de Corinto que Cristo é o alicerce da Igreja, e advertiu que "Ninguém pode lançar outro fundamento" (I Co 3:11) – Fundamento se coloca uma vez só, se Pedro fosse o alicerce da Igreja, como explicar a sucessão? Pois não se põe fundamento em cima de fundamento!
Esse apóstolo corrige o Catolicismo em sua carta, indicando Cristo como a pedra principal "eleita e preciosa" sobre quem a igreja foi edificada. (I Pe 2:4-9).
Se a Igreja Católica deseja encontrar o Sucessor de Cristo, basta folhear o Novo Testamento no Evangelho de João onde diz: - “Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, o Espírito Santo, que ficará convosco para todo sempre”!
Qualquer outro "sucessor" é suspeito.
e) As chaves do céuA Igreja sempre tropeçou nas palavras figuradas do Novo Testamento! Desta vez tomou ao pé da letra e gravou duas grandes chaves no Escudo do Vaticano! Qualquer estudante da Bíblia deduz que as chaves que Cristo deu a Pedro, aos demais apóstolos e a Igreja é a MENSAGEM DOS EVANGELHOS que abre as portas da graça de Deus concedendo Salvação aos que crêem.
Jesus disse: “Eu sou a Porta!” – As chaves por Ele referidas são símbolos da capacidade de abrir e explicar as verdades do Evangelho. Pedro usou essas chaves pregando primeiro aos judeus e depois aos gentios (At 2 e 15:7-14) – A igreja e os demais apóstolos receberam igualmente essa chave que é a MENSAGEM! - (I Jo 20:23, Mt 18:16-18)
Se a Igreja Católica supõe uma chave material pode esquecê-la porque "As portas do céu não se fecham nem de dia, nem de noite!" (Is 60:11). Se em alguma circunstância for necessário movimentar essas portas as chaves estão com Cristo.
4. O PASSADO TENEBROSO DA IGREJAa) Alguns dogmas e práticas que foram introduzidos na IgrejaVeja a lista dos dogmas e práticas com suas respectivas datas:
•
310 – Começam as rezas pelos mortos;
• 320 – Começam a usar velas nas igrejas;
• 325 – O Imperador Constantino celebra o primeiro Concílio;
• 394 – O culto cristão é substituído pela missa;
• 416 – Começaram a batizar crianças recém-nascidas;
• 431 – A igreja começa a cultuar Maria, mãe de Jesus;
• 503 – Decretam a existência do purgatório - começaram a cobrar "Missas de intenção" em 1476;
• 783 – Iniciam a veneração de imagens (idolatria);
• 830 – Começam a usar ramos e água benta;
• 933 – A igreja institui a "Canonização" – Muitos foram canonizados pela bravura com que exterminaram protestantes, maçons e livres pensadores;
• 1074 – Instituído o Celibato;
• 1184 – Inquisição. Efetivada anos depois;
• 1190 – Concessão de perdão e favores espirituais por dinheiro! Indulgências;
• 1200 – A hóstia substitui a Ceia;
• 1208 – Começaram na missa, a "levantar" a hóstia para ser adorada;
• 1215 – O papa Inocêncio III, por decreto instituiu a Transubstanciação (Concílio de Trento, 1551);
• 1216 – instituída a confissão;
• 1414 – O vinho da Ceia do Senhor começou a ser negado aos fiéis (Concílio de Constança), decisão sancionada pelo papa João XXIII.
• 1546 – Livros apócrifos são incluídos na Bíblia;
• 1870 – Declaram o papa infalível;
• 1854 – Impõe o dogma da Imaculada Conceição;
• 1950 – Conseguiram depois de 18 séculos de resistência, impor o dogma da Assunção de Maria;
b) O Catolicismo desvia a Igreja dos EvangelhosEssas alterações fazem a igreja perder legitimidade e abrem várias brechas no Cristianismo; a cada alteração nas doutrinas bíblicas, levas de Cristãos organizavam igrejas independentes que se reuniam nas catacumbas de Roma. Em 869 a Igreja Oriental separou-se de Roma recusando submissão ao papa, originando a Igreja Católica Ortodoxa.
Em 1517 o Monje Martin Lutero inspirou-se nas palavras do apóstolo Paulo em Romanos 1:17, onde diz: "O justo viverá da fé." Raciocinou que a Salvação nos é dada pela fé em Cristo e não pelos ritos, sacramentos e penitências receitadas pelo catolicismo.
5. O CONFRONTO: BÍBLIA x CATOLICISMOa) AdoraçãoO primeiro mandamento prescreve: "Eu sou o Senhor teu Deus! Não farás para ti imagens de escultura nem semelhança do que há em cima no céu... não te encurvarás a elas nem a servirás" (Êx 20), e o apóstolo João disse que "os ídolos devem ser evitados” (I Jo 5:21).
No Catolicismo as imagens têm prioridade por serem os esteios da Igreja! No rosário há paganismo e as estatuetas católicas são formas de idolatria que contrariam os 10 mandamentos.
Cristo ensinou a verdadeira adoração com estas palavras: "Deus é Espírito, os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em verdade, porque o Pai procura tais que assim o adorem.” (João 4:23).
Adorar em espírito é usar a mente e o coração em direção a Deus, sem fitar imagens de escultura que anulam a devoção!
b) MediaçãoO apóstolo Paulo lembrou que "Só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo” e o apóstolo Pedro disse: “Debaixo do céu não há outro nome pelo qual devamos ser salvos" (II Tim 2:5 e Atos 4:12). A igreja no entanto fez de Maria "Medianeira" e até bispos e padres se fazem de mediadores e perdoadores de pecados como se fosse possível substituir Cristo em suas atribuições.
c) Purgatório e limboSão lugares intermediários para onde "vão as almas dos católicos quando morrem" - As demais igrejas cristãs desaprovam esses dogmas. - Esses lugares não existem, mas são lucrativos e a igreja não os dispensa. Ao criar o purgatório foram hábeis, pois prescrevem que "Os mortos nesse lugar, se comunicam com os vivos através das Missas de intenção e das indulgências!” - É aí que a igreja entra com seu "serviço!"
O Limbo é mais indecifrável, pois sendo instituído para receber as almas das crianças que morrem sem batismo, abriga também, os que por razões especiais não estão no purgatório! - Esses lugares intermediários são estranhos na Bíblia!
6. ANÁLISE BÍBLICA DOS 7 SACRAMENTOSa) Batismo“O batismo é o sacramento pelo qual renascemos para a graça de Deus e nos tornamos cristãos. O sacramento do batismo confere a primeira graça santificante, que apaga o pecado original e também o atual, se o há; perdoa toda a pena por eles devida; imprime o caráter cristão; faz-nos filhos de Deus, membros da Igreja e herdeiros do Paraíso, e nos torna capazes de receber os outros sacramentos. O batismo é absolutamente necessário para a salvação, porque o Senhor disse expressamente: Quem não renascer na água e no Espírito, não poderá entrar no reino dos céus” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, pp.105-106,108).
RESPOSTA BÍBLICA: O batismo é uma ordenança de Jesus, mas não um sacramento. Batizamo-nos porque somos salvos e não nos batizamos para sermos salvos (Mt 28:19; Mc 16:15-16). O versículo 16 declara que quem não crer será condenado e não quem não for batizado (Lc 5:24-34, 23:43; At 16:30-31) Jesus ensinou sobre as crianças que elas não se perdem (Mt 18.1-4; 19.13-14).
b) Confirmação ou crisma“A Confirmação, ou Crisma, é um sacramento que nos dá o Espírito Santo, imprime na nossa alma o caráter de soldados de Cristo, e nos faz perfeitos cristãos” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, p. 110).
RESPOSTA BÍBLICA: O Espírito Santo é dado ao que aceita o Senhor Jesus como Salvador (Jo 16.7-9;14.16-18-26;16.13-14) e não a incrédulos. Como confirmar o batismo de alguém que não foi biblicamente batizado? A fé precede o batismo (At 8.36-38) e o batismo precede a fé. Uma criança recém-nascida não tem condições de crer e confessar Jesus como Salvador.
c) EucaristiaEnsinando sobre a Eucaristia, diz a Igreja Católica: “A Eucaristia é um sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual”. A Igreja ensina que na Eucaristia está o mesmo Jesus Cristo que está no céu. Esclarece ainda que essa mudança conhecida como transubstanciação ocorre no ato em que o sacerdote, na santa Missa, pronuncia as palavras de consagração: “Isto é o meu Corpo; este é o meu sangue”.
“Deve-se adorar a Eucaristia?A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque ela contém verdadeira, real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 619).
RESPOSTA BÍBLICA: Esta doutrina é contrária ao bom senso e ao testemunho dos sentidos - o bom senso não pode admitir que o pão e o vinho oferecidos pelo Senhor aos seus discípulos, na Ceia, fossem a sua própria carne e o seu sangue, ao mesmo tempo em que permanecia em pé diante deles vivo, em carne e osso.
É manifesto que Jesus, segundo seu costume, empregou uma linguagem simbólica. Não há ninguém, de mediano bom senso, que compreenda, no sentido literal, estas expressões simbólicas do Salvador: Eu sou a porta, eu sou a videira, eu sou o caminho. A razão humana não pode admitir tampouco o pensamento de que o corpo de Jesus, tal qual se encontra no céu (Lc 24.39; Fp 3.20), esteja nos elementos da Ceia. Como se admitir que Jesus desça aos altares romanistas revestido do corpo que teve sobre e terra, a se deixe prender nos altares católicos.
A Ceia é uma ordenança e não Eucaristia; era usado pão e não hóstia; é um memorial como se lê em 1 Coríntios 11.25-26; o Senhor Jesus usou muitas palavras de forma figurada: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12); “Eu sou a porta” (Jo 10.9); “Eu sou a videira verdadeira” (Jo 15.1). Jesus chamou na última Ceia os elementos de pão e vinho, sem dar qualquer motivo para se crer na transubstanciação. Adorar a Eucaristia é um ato de idolatria.
d) PenitênciaA penitência, chamada também confissão, é o sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do batismo. Depois de feito o sinal da Cruz, o católico deve dizer: “Eu me confesso a Deus todo poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, a todos os Santos, e a vós, Padre, porque peque”.
“As obras de penitência podem reduzir-se a três espécies: à oração, ao jejum, à esmola. Os que morrem depois de ter recebido absolvição não vão logo para o céu vão para o purgatório, para ali satisfazer a justiça de Deus e se purificarem inteiramente. As almas podem ser aliviadas no Purgatório com orações, com esmolas, com todas as demais obras boas e com as indulgências, mas, sobretudo, com o Santo Sacrifício da missa”. ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã",Editora Vera Cruz Ltda., 1ª edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 788, p. 144).
RESPOSTA BÍBLICA: Não há um só caso de alguém que tenha confessado os seus pecados a homens ou mesmo aos apóstolos. Em 1 João 1.7-9, João ensinou que devemos confessar nossos pecados a Jesus e que Ele é suficiente para perdoar. Se Pedro estivesse investido do poder de perdoar pecados, por que não pediu a Simão que se ajoelhasse em confissão, para resgate do seu pecado? Exortou a Simão que recorresse a quem tinha tal poder de perdoar pecados (At 8.22).
Jesus disse à mulher pecadora, perdoados são os teus pecados (Lc 7.48), não ouviu Ele a confissão da mulher. Na celebração da Ceia, Paulo recomendou que cada um de nós fizesse exame introspectivo (1 Co 11.28).
e) Extrema-unção“A extrema-unção é o sacramento instituído para alívio espiritual e também temporal dos enfermos em perigo de vida” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 805, p. 147).
RESPOSTA BÍBLICA: Em Tiago 5.14-16, se recomenda chamar o presbítero para orar pelo enfermo para sua cura e não receber extrema-unção como uma recomendação do corpo sem a qual não se procede ao sepultamento cristão do corpo.
f) Ordem“A ordem é o sacramento que dá o poder de exercitar os ministérios sagrados que se referem ao culto de Deus e à salvação das almas, e que imprime na alma de quem o recebe o caráter de Deus” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda.,1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 811, pp. 148-149).
RESPOSTA BÍBLICA: No Antigo Testamento, o sacerdócio era exercido por uma classe especial de homens que eram os descendentes de Arão. Desde o Novo Testamento o sacerdócio é exercido por todos os cristãos e não por uma classe sacerdotal intermediária entre Deus e os homens. O apóstolo Pedro escreveu que “como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pe 2.5, 9).
g) Matrimônio“O matrimônio é um sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 826, p. 151).
RESPOSTA BÍBLICA: O casamento é uma instituição divina e não um sacramento (Gn 2.18-24; Mt 19.4-6). Pedro foi considerado o primeiro papa e, entretanto, era casado (Mt 8.14-15). Paulo recomenda que o ministro seja casado (1 Tm 3.1-3).
7. SOBRE AS REZAS OU ORAÇÕES PRONTASDesde pequenos aprendemos a orar o Pai Nosso, oração modelo ensinada por Jesus. Mas com certeza nunca encontraremos na Bíblia alguma orientação de Cristo quanto a orações como esta:
“Ave-maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amem”.
Ou ainda: “Glorioso Santo Antonio que tivestes a sublime dita de abraçar e afagar o Menino Jesus, alcançai-me a graça que vos peço e vos imploro do fundo do meu coração (pede-se a graça). Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores, não olheis para os poucos méritos de quem vos implora, mas antes fazei valer o vosso grande prestígio junto a Deus para atender o meu insistente pedido. Amém. Santo Antonio, rogai por nós”.
Por que não encontraremos?
• Por que a Bíblia nos ensina que somente Deus é suficientemente poderoso para ouvir e atender nossas orações (Jr 10:6; 23:23,24; 1 Rs 8:39).
• Por que a Bíblia nos ensina que Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (II Tm 2:5).
Além disso, sabemos que o Deus se preocupa com nossas expressões espontâneas de adoração e devoção (Sl 51:17). Tudo que vem muito pronto poder se tornar um mero ritual religioso e em alguns casos, apenas um ato para desencargo de consciência.
8. OS SANTOS CATÓLICOSVer imagem no post abaixo.9. REFUTAÇÕES BÍBLICAS AOS “SANTOS” CATÓLICOSa) O que significa ser Santo?Leia esses textos bíblicos: Lv 11:44, 19:1-4, 20:7; I Pe 1:16. Esses textos são orientações de Deus a respeito da Santidade. O Senhor Se coloca (com autoridade) como padrão para ser seguido por nós.
É muito fácil compreender que essas ordenanças divinas têm um sentido moral, ou seja, são implicações ao nosso caráter para que imitemos o caráter de Deus, uma vez que Ele é perfeito e nenhum de nós pode chegar a ser como Deus. Afinal, somos criaturas e só Deus é onipotente, onipresente e onisciente (Jr 10:6; 23:23,24; 1 Rs 8:39), além disso Ele é Espírito (Jo 4:24).
b) Santo? Só Jesus!A Bíblia nos ensina que somente Deus deve ser adorado, venerado, louvado (Mt 4:10); e que todos os homens pecaram (Rm 3:23) e ainda, que não há um justo sequer sobre a Terra (Rm 3:10), portanto, não há respaldo bíblico para nenhum tipo de veneração a “Santos”.
Contudo, não descartamos o exemplo moral ou social de alguns destes que foram canonizados como “Santos”, mas nenhum deles é digno o bastante para ser louvado, muitos menos para receber as nossas orações. Apenas Jesus Cristo foi justo, santo e perfeito o suficiente para receber nossa adoração (I Pe 2:23,24).
A Igreja Católica insiste em dizer que não existe nenhum tipo de idolatria ou veneração aos santos, no entanto, quando observamos a prática religiosa dos católicos vemos que isto não é verdade, pois para muitos deles os “santos” assumem um caráter de mediação e a Bíblia ensina claramente que só existe um Mediador entre Deus e os homens (II Tm 2:5).
10. DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE A IGREJA CATÓLICA E A IGREJA EVANGÉLICA.
FUNDAMENTO:Evangélico: Cristo, a Pedra (At 4:11; Ef 2:20)
Católico: São Pedro
CABEÇA:Evangélico: Jesus Cristo (1 Co 11:3, Ef 1:22, Cl 1:18)
Católico: Papa
MEDIADOR:Evangélico: Jesus Cristo (1 Tm 2:5, Hb 9:5; 12:24)
Católico: Jesus, Maria e todos os santos
SALVAÇÃO:Evangélico: Pela graça por meio da fé (Rm 3:24; 5:2, Ef 2:8-9; Tt 2:11; 3:7)
Católico: Graça, obras, indulgências, etc.
AUTORIDADE:Evangélico: Bíblia Sagrada (Sl 1; Hb 4:16)
Católico: Bíblia, Tradição, Magistério da Igreja
CULTO:Evangélico: Segundo as Escrituras (1 Co 14:26, Ef 5:19) – Espiritual;
Católico: Cerimonial;
OBJETO DE CULTO:Evangélico: Só a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) (Mt 4:10, Jd 25)
Católico: Pai, Filho, Espírito Santo, Maria, hóstia, santos, imagens, relíquias
APÓS A MORTE:Evangélico: Estar com Cristo (Fp 1:21-23, 2 Co 5:1-10)
Católico: Fogo do Purgatório (Fp 1.21-23; 3.20; Hb 11.14-16)
CONCLUSÃOO Catolicismo Romano é uma religião que ao longo do tempo se distanciou de sua origem Neotestamentária e apostólica, sobretudo quando permitiu que a política se infiltrasse na administração da Igreja, isso por interesse de padres, bispos e lideres gananciosos e corrompidos pelo poder e pelo pecado.
Com a inserção de práticas contrárias à Bíblia Sagrada a Igreja Católica desvia seus fiéis seguidores do Evangelho genuíno pregado por Jesus e pelos seus discípulos. Com a adoração e veneração aos “santos”, bem como as tentativas de divinizar Maria, deixa de adorar e prestar culto a quem por direito merece: Jesus Cristo.
Devemos nos esforçar para abrir os olhos daqueles que estão sendo ensinados desde de pequenos pelo clero romanista a fim de que encontrem o Evangelho puro em suas práticas religiosas.
Bons estudos!!!