Lição 8 - Satanismo


LEITURA DIÁRIA

Segunda – II Co 11:3 - Satanás existe.
Terça – Gn 3.1-15 - Satanás interage com as pessoas
Quarta – II Co 11:14-15 - Satanás tem poder.
Quinta – Tg 4:7 - Satanás pode ser resistido pelos crentes.
Sexta – I Pe 5.8-9 - Satanás não descansa.
Sábado – AP 12:9; 20:10 - A derrota de Satanás será pública, notória e final.

TEXTO BASE: E o diabo... foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. De dia e de noite serão atormentados’’. (AP 20:10)”.

VERDADE PRÁTICA: O satanismo prega o culto a Satã. A palavra Satã significa "adversário". Foi adotada pelos satanistas como meio de representar a oposição aos dogmas cristãos estabelecidos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Isaías 14:12-15 e Ezequiel 28:12-19

COMENTÁRIO

Não se enganem, Satanás é um ser real. Ele também é um inimigo explícito de Deus, de Seus propósitos, de Suas atividades e de Seu povo. O nome Satanás significa “adversário”, e diabo significa “acusador”.

1. A ORIGEM E QUEDA

Em Isaías 14:12-15 e Ezequiel 28:12-19 temos um marcante relato do lugar original que Satanás ocupou como “estrela da manhã, filho da alva”. Sua queda desta exaltada posição original – sendo ele talvez o maior ser angelical criado por Deus – é narrada nestas Escrituras e os motivos de sua queda foram: orgulho, obstinação, iniqüidade, rebelião e violência.

Sob a figura do “rei de Tiro”, Ezequiel declara que este grande ser criado era “o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura”. Ele permanecia no monte santo de Deus e se cobria de todas as pedras preciosas. Deus o havia colocado ali como o “querubim da guarda ungido”, e andava no meio das pedras afogueadas. Ele intentou exaltar a si mesmo e a seu trono e buscou ser semelhante ao próprio Deus. Particularmente, ele talvez invejasse o lugar do Filho de Deus e desejasse ser tão exaltado como Ele.

Ademais, vemos em Ezequiel 28:16-18 que Lúcifer estava envolvido numa multidão de comércio. Ele encheu o céu de violência e peco. A Bíblia diz: “Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários”. Acreditamos que isto indica algum comércio profano de Lúcifer, algum tráfico, pelo qual outras criaturas angelicais foram seduzidas de sua fidelidade ao Criador, dedicando lealdade e devoção a Lúcifer.

Assim Lúcifer instigou violência e rebelião entre as hostes celestes antes da criação do homem, e aqueles que o acompanharam se tornaram seus anjos ou demônios. A sentença divina de expulsão de sua exaltada posição como o “querubim da guarda ungido” foi pronunciada, embora ainda não completamente executada. Isso acontecerá no futuro, segundo Apocalipse 12:7-17. Como deposto de seu lugar celestial no governo de Deus, ele passou a chamar-se Satanás, o adversário, e no Novo Testamento ele é chamado de diabo (Jó 1:6-12; Mateus 4:1-11).


2. O SATANISMO

Desde a mais alta Antigüidade, sempre houve deuses relacionados com a Sombra, como o Set egípcio e a Kali hindu, oriundos do Paganismo. Com o advento da idéia do Satã bíblico, nunca houve nenhuma organização satânica plenamente estabelecida, pelo simples fato de que seria imediatamente exterminada pela Igreja Católica.

A maioria das seitas “satanistas” era na realidade pagãs e hereges, sendo as primeiras praticadas pelos que cultuavam deuses mais antigos, antes do advento do Cristianismo, e as segundas pelos que adotavam idéias diferentes em relação ao cristianismo, como, por exemplo, duvidar da virgindade da mãe de Jesus.

O consenso histórico moderno acerca do Satanismo revela que, malgrado alguns grupos acreditassem estar adorando Satã, na verdade se tratavam de grupos anti-sociais locais. Durante todo o período do Cristianismo, qualquer grupo era considerado satânico, conforme a mente das autoridades.

No final do século XIX e início do XX, começaram a surgir instituições de cunho thelêmico, como a Ordem dos Templários do Oriente e Ordem da Estrela de Prata, que, contraditoriamente, buscaram eliminar qualquer conotação com o Satanismo. Portanto, a doutrina thelêmica, eliminando-se alguns ranços osirianos, pode ser considerada a primeira manifestação do arquétipo de Satã no século XX.

São inúmeros os indícios da presença de satanistas na história, mas não de conformidade com a literatura cristã, e sim pelo fato de o satanista ser, acima de tudo, uma pessoa totalmente emancipada. Alguns nomes, como Rasputin, Cagliostro, Giosue Carducci, Fernando DePlancy, Nietzsche, John Milton, Al Capone e muitos outros são provas de que o satanista nasce em qualquer meio social.

Qualquer pessoa que seja, ou tenha sido no passado, emancipada de quaisquer grilhões escravizantes da religião, da política, da economia, da cultura ou do que for, é satanista. Tal pessoa possui o amor-próprio plenamente desenvolvido, a primar pela liberdade como sua única lei, sem se impor a nenhuma regra de conduta arbitrada por terceiros, que, evidentemente, tergiversará sua expressão e vontade individuais sob a tirania dissimulada (ou não) de um vampirismo psíquico


3. A BÍBLIA SATÂNICA

A Bíblia Satânica é um livro escrito pelo satanista Anton LaVey em 1969. Contêm uma coleção de ensaios, observações e rituais mágicos que formam a base do Satanismo de LaVey que enfatiza Satã como uma força da Natureza.

Na introdução do livro, LaVey opina contra algumas práticas ocultistas: ‘’Este livro foi escrito porque, com muitas poucas exceções... Escritor após escritor, no esforço de apresentar os princípios da “magia branca e negra”, tiveram sucesso em obscurecer o conjunto em questão tão prejudicialmente que o estudante de magia dá asas a estupidez, empurrando uma prancheta sobre uma tábua de Ouija, ficando em pé dentro de um pentagrama esperando um demônio se apresentar a ele, facilmente lançando I-Ching de modo pomposo como muitos antigos pretensiosos... em geral fazendo papel de tolo para si aos olhos daqueles que realmente conhecem’’. (Prefácio do livro A Bíblia Satânica).

A Bíblia Satânica relata que “Lúcifer ascendeu”, mais uma vez para proclamar que "esta é a época de Satã!” e que “mostrará que a salvação do homem depende da sua própria contradição”. Afirmando que essa é uma revelação do que denomina a “Palavra da Matéria” e elucida que a vida é uma “preparação para todo e qualquer deleite eterno”.

Através das palavras de La Vey, Satanás insulta aos cristãos e a Cristo: “Eu mergulhei o meu dedo indicador no sangue úmido do seu impotente e louco redentor, e escrevi na borda da sua coroa de espinhos: O verdadeiro príncipe do mal - o rei dos escravos!”

O livro de Satã estabelece que “todas as convenções” que bloqueiam o sucesso de Satã foram “bloqueadas”. E declara que já foi vitorioso contra Jesus, a quem chama Jeová, declarando: “Eu olhei abismado o olho vítreo do seu apavorante Jeová, e arranquei-o pela barba; eu elevei o machado das cinzas e abri um caminho na sua caveira comida de vermes!”

Na parte dois afirma que o crucifixo simboliza incompetência, e “questiona os dogmas morais”. Ensina como o satanista deve proceder: “Nenhum credo deve ser aceito sobre a autoridade de uma "divina" natureza. Religiões devem ser colocadas em debate. Nenhum dogma moral pode ser tomado como absoluto.”

Estabelece uma obrigação ao satanista: “Ascender o novo homem... para levá-lo ao sucesso material”. Afirmando ser seu oponente os dogmas do cristianismo e os dogmas morais, o que classifica como “mentira”. Esclarece qual o combate mais difícil de vencer: “A mentira que tem sido inculcada na criança desde pequena no joelho da mãe - é mais perigosa de combater do que contra a sorrateira pestilência!"


4. A IGREJA DE SATANÁS

A igreja de satanás foi oficialmente criada em 30 de abril de 1966 por Anton Szandor La Vey (1930-1997) – intitulado pelos seus seguidores como "O Papa Negro". O mesmo La Vey foi o escritor da bíblia satânica. A sede dessa igreja fica em São Francisco (EUA), cidade mundialmente conhecida por seus habitantes predominantemente lésbicas e homossexuais.

No Brasil a igreja de satanás foi fundada em abril de 1997 por Lord Ahriman, conhecido como Deacon Paulo. As igrejas são chamadas “grottos”.

Grupos satanistas já existiam nos Estados Unidos e no Reino Unido em 1950, mas foi em 30 de abril de 1966, quando LaVey anunciou a criação da Igreja, que foi reconhecida a primeira organização religiosa dedicada às filosofias satânicas.


5. AS CRENÇAS E REGRAS SATÂNICAS

a) As nove crenças satânicas

1. Satã representa os prazeres, não a abstinência;
2. Satã representa uma existência vital, não um sonho espiritual;
3. Satã representa a sabedoria imaculada, não a hipocrisia;
4. Satã representa a bondade para aqueles que o servem, não o amor ingrato;
5. Satã representa a vingança, não o dar a outra face;
6. Satã representa a responsabilidade para o responsável, não o ficar ao léu;
7. Satã representa o homem como um outro animal, todavia melhor, ou muitas vezes pior que os que andam em quatro patas, porque em seu ‘’divino desenvolvimento espiritual e intelectual’’, se tornou o animal mais viciado de todos;
8. Satã representa tudo o que é chamado pecado, porque este conduz a uma gratificação mental, física ou emocional;
9. Satã é o melhor amigo que a igreja jamais teve.

b) Onze regras satânicas

1. Não dê a sua opinião ou conselhos se a pessoa não lhe pediu;
2. Não dê importância às suas angústias ou problemas além do que é verdadeiramente necessário;
3. Quando encontrar com outras pessoas mostre-lhe respeito, ou do contrário, não as encontre nunca mais;
4. Se alguém lhe contraria ou lhe trata como a um animal, trate-o cruelmente e sem piedade;
5. Não faça uma investida sexual sem que o sinal para o acasalamento tenha sido dado;
6. Não dê o que não é seu, principalmente se isso for uma carga para a outra pessoa e venha a lhe provocar dissabores;
7. Reconheça o poder da magia que você empregou com sucesso para obter seus desejos. Se você renegar os poderes e a magia, depois de uma sessão, perderá tudo o que conseguiu;
8. Não se queixe de nada senão do que seja necessário;
9. Não faça mal às crianças;
10. Não mate os animais, salvo se for para salvar a sua vida ou se defender;
11. Quando sair, não perturbe uma pessoa. Se alguém lhe perturbar, diga-lhe para parar; se ele continuar perturbando, tome uma providência para que ele pare;

c) Regras de comportamento

• A oração é inútil, pois distrai as pessoas;
• Os membros desfrutam de indulgência em vez de abstinência. Eles praticam com alegria todos os sete pecados cristãos (ganância, orgulho, inveja, ódio, luxúria, glutonaria e indolência). Se um homem bater em sua face, bata na dele também;
• Faça aos outros como eles fazem a você. Se ocupe livremente de atividades sexuais, conforme suas necessidades exigem (que podem ser com um só parceiro ou tendo sexo com muitos outros; pode ser do tipo heterossexual, homossexual ou bissexual, usando fetiches sexuais como desejar;


CONCLUSÃO

Todo cristão deve saber que vive uma batalha no reino espiritual e que a Palavra de Deus nos ensina que: “Pois não temos de lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes” (Ef 6:12).

O diabo é nosso inimigo! Já sabemos, pela fé, que ele está derrotado por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mas não podemos ‘’baixar a guarda’’. Os templos satânicos estão se espalhando ao redor do mundo, as idéias de satanás estão sendo propagadas nas novelas e filmes, bandas e cantores satanistas entoam seus cantos anti-Cristo e seduzem milhões e milhões de jovens mundo a fora.

A Igreja não pode retroceder, mais do que nunca é hora de, revestidos de toda a armadura de Deus, saquearmos o inferno e resgatarmos vidas que estão sendo desgraçada por satanás e seus anjos.

Não esqueçamos jamais da Palavra que diz: “... e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (MT 16:18).



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Bons estudos!!!

Lição 7 - Budismo


LEITURA DIÁRIA:

Segunda – II Pe 1:16 - Um Jesus estranho ao Novo Testamento.
Terça – Mt 28:19 - A Verdade de Cristo não provém das fábulas ou mitos.
Quarta – I Tm 4:7 - As fábulas profanas são nulas.
Quinta – Gl 1:8,9 - O evangelho anátema.
Sexta – Jo 8:32 - Cristo é a única Verdade.
Sábado – Hb 9:27 - Não há reencarnação.

TEXTO BASE: “E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas’’. (2 Tm 4:4)”.

VERDADE PRÁTICA: O Budismo é uma religião e filosofia baseada nas escrituras e na tradição leiga e monástica iniciadas por Siddhartha Gautama.

COMENTÁRIO: O Budismo ensina a desenvolver ações boas e construtivas, evitar ações ruins e danosas, e purificar e treinar a mente. O objetivo dessas práticas é o fim do sofrimento decorrente da existência cíclica, samsara, despertando no praticante o entendimento da realidade última - o Nirvana.

1. ORIGEM DO BUDISMO

a) Surgimento

O Budismo surgiu originalmente na Índia e de lá se espalhou através da Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka (antigo Ceilão), Sudeste Asiático como também para países do Leste Asiático, incluindo China, Myanmar, Coréia, Vietnã e Japão. Hoje o Budismo se encontra em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas.

b) O passeio

Em um de seus passeios, acompanhado pelo cocheiro Channa (que já era um ancião), Siddharta o indaga sobre sua velhice, e Channa responde que a velhice era o destino de todos os homens.

Noutro dia, Siddharta vê um homem enfermo e percebe que o ser humano é sujeito a doenças. Depois se depara com um cadáver e vê que os homens têm que enfrentar à morte. Outra vez, ele encontra um homem que praticava a penitência. E interpretando estes quatro “sinais” (velhice, dor, morte e superação), Siddharta cria a base de sua doutrina.

2. SIDDAHARTHA GAUTAMA, O BUDA

a) O nascimento de Siddahartha Gautama e o sonho

Siddharta Gautama, fundador do Budismo, nasceu por volta do ano 563 a.C., em Kapilavastu, que era capital de Çakya. O seu pai era o rei desse país, e ele, como príncipe fora criado em meio a privilégios e ao luxo.

Na noite anterior ao seu nascimento, sua mãe, a rainha, tivera um sonhou, no qual um elefante branco penetrava seu ventre. Os brâmanes, que eram os sábios daquela região interpretaram que a criança que viria a nascer seria, então, um governante universal ou um líder místico de grande influência. Os brâmanes afirmaram ainda que se o menino seguisse a tradição monárquica reinaria sobre todo o mundo, mas se não a seguisse, seguiria o caminho espiritual.

b) Sermões, expansão e conversões

Quando Siddharta chega ao 35 anos, ele já um Buda, que quer dizer “iluminado”. Daí então, ele pronunciou em sermão: o sutra das quatro verdades que formam o dharma, com isso ele ganhou muitos seguidores. Buda vai para Uruvela, onde faz o “sermão do fogo”, e depois vai para o reino de Magadha.

Então, volta à sua terra natal, e converte sua família ao budismo, dentre eles o seu primo Ananda, que vira seu principal aliado. Funda em Rajagaha, capital de Kossala, na região de Bihar, o mosteiro de Jetavana, que foi o primeiro centro de divulgação da doutrina budista para os paises vizinhos.

c) A morte de Siddhartha Gautama

Buda passou a enfrentar a pressão de outras religiões e daqueles que queriam tirar sua vida para ocupar seu lugar. Até que já com oitenta anos, em Kusinagara, durante uma viagem ao norte da Índia, onde tinha pregado para multidões e convertido muitas pessoas a sua crença, Buda morre, encerrando o seu ciclo de vida, e deixando um legado que veio a propagar sua doutrina por diversas partes do mundo.


3. A DOUTRINA BUDISTA

a) Doutrina? Filosofia?

O budismo é uma religião que combina elementos éticos, filosóficos e espirituais. A doutrina budista prega a purificação do ser humano através de:

o Meditação,
o Pratica de boas obras,
o Desligamento dos bens materiais,
o Abandono dos prazeres,
o Treinamento da mente,
o Abstinência de qualquer influencia do mal,
o Transe;

Tudo isso afim de que o indivíduo alcance o estágio máximo de meditação e superação de todo sofrimento, que é o Nirvana, (estado que permite o indivíduo contemplar o ciclo da reencarnação universal, ou seja, conscientizar-se das próprias encarnações passadas e encontrar o meio de vencer a dor).

Segundo o budismo o universo é formado por infinitos sistemas, cada um tendo como centro uma enorme montanha, chamada Sumeru, e em torno dela giram o sol e a lua. Acreditam também que acima do mundo material existem planos superiores habitados por seres espirituais (divinos) e felizes.

Os elementos éticos do budismo pregam o equilíbrio moral e a valorização da vida. A prática da meditação visa à disciplina, a concentração e a sabedoria.

b) Existem deuses no Budismo?

Apesar do Budismo não negar a existência de seres sobrenaturais (de fato, há muitas referências nas escrituras Budistas), ele não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento à esses seres. Entende-se que, assim como os humanos, eles possuem o poder de afetar os eventos mundanos.

c) A base doutrinária

A base do Budismo é a compreensão das Quatro Nobres Verdades, ligadas à constatação da existência de um sentimento de insatisfação (Dukkha) inerente à própria existência, que pode no entanto ser transcendido através da prática do Nobre Caminho Óctuplo. Outro conceito importante, que de certa forma sintetiza a cosmovisão budista, é o das Três Marcas da Existência: a insatisfação (Dukkha), a impermanência (Anicca) e a ausência de um "eu" (Anatta).

d) As quatro verdades

Estas quatro verdades são:

o A dor é universal;
o O desejo (cobiça ou egoísmo) é a causa da dor;
o A dor cessa quando se sufoca (a segunda verdade) o fogo do desejo;
o O Caminho do Meio (um meio termo entre o acetismo, a vida comum e a piedade para com todos os seres que sofrem) é a senda libertadora que extingue todo sofrimento.

Já o Caminho do Meio divide-se em oito partes ou oito nobres caminhos:

o Conhecimento perfeito;
o A intenção perfeita;
o A palavra perfeita;
o A maneira de agir perfeita;
o A maneira de viver perfeita;
o A perfeita aspiração à salvação;
o A memória perfeita;
o A concentração perfeita. São milhares os livros sagrados (Cânones budistas).


4. AS ESCOLAS BUDISTAS

O budismo é dividido em escolas ou ramificações, são elas: Theravada, Mahayana, Mantraiana e a Zen que embora tenham muito em comum, apresentam suas peculiaridades.

a) Theravada - É a mais antiga da três escolas e por isso recebe esse nome que significa “caminho dos mais velhos”. Para seus seguidores, Buda é a personalidade histórica mais importante, como também o são as virtudes da vida nos monastérios, e a autoridade do Tripitaka (tríplice cesto). É predominante em Myanmar, Camboja, Laos, Sri Lanka e Tailândia.

b) Mahaiana - Seu nome quer dizer “grande veiculo” e é mais difundida no Japão e na Ásia ocidental. Os mahaianas crêem que existem vários Budas, divididos em “budas do céu” e homens que se transformarão em budas no futuro, e que assim, serão capazes de salvar os homens com sua graça e compaixão. Seus adeptos ensinam como leigos, e os seus monges conseguem atingir o Nirvana.

c) Mantraiana - Significa “veículo sagrado de recitação”. Tem mais força na Mongólia, no Japão e entre os povos do Himalaia. Essa escola aceita a maioria dos ensinamentos da escola Mahaiana, porém crê na estreita relação entre o guru e um pequeno grupo de discípulos. O guru e seus discípulos passam a maior parte do tempo recitando os mantras, dançando e meditando. Para os seguidores desta escola o sexo só deve existir com finalidades sagradas, e acreditam em demônios, duendes e outras entidades.

d) Zen - Esta escola tem enorme força no Japão, embora tenha sido criada na China. Os Zens buscam a forte ligação entre o chefe e seus discípulos e estes, quando evoluídos, podem atingir o satori (iluminação, despertar), alcançado num processo gradativo de disciplina e auto-conhecimento.


5. BUDISMO X CRISTIANISMO

A diferença básica entre o cristianismo e o budismo, e todas as outras religiões, está no fato delas tentarem alcançar a Deus, enquanto no cristianismo Deus alcança o homem.

Já nas primeiras páginas da Bíblia, vemos o homem tentando alcançar a Deus por meio de uma torre “... cujo tope chegue até aos céus..." Isso acabou numa grande confusão, porque o único caminho para chegar até Deus é através de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6).

O Budismo ensina a doutrina da Reencarnação, contudo, esse ensino é contrário às Escrituras. A Bíblia ensina que o homem caiu em pecado, e desde então: “... aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo" (Hb 9.27).

Existe somente um caminho de volta a Deus, que é através da fé: "Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36).

Esta salvação, contudo, não se aplica aos animais, mas somente aos homens, que foram criados segundo a imagem de Deus. Devemos acrescentar, também, que a salvação não inclui o nosso corpo, porque a nossa carne e sangue permanecem sujeitos à lei do pecado e estão determinados a se deteriorar até que o texto acima seja cumprido; isto é, até o encontro com a morte.


CONCLUSÃO

Todo tipo de ensino doutrinário que contenha filosofia em sua raiz deve merecer total atenção por parte dos cristãos, ainda mais em nossos dias. Atualmente temos visto uma explosão da espiritualidade, ou seja, as pessoas estão cada vez tendenciosas a crer em algo, ao ouvir diversos tipos de discursos religiosos e a experimentar toda sorte de religião ou filosofia.

Por isso, nós, cristãos, devemos cada vez mais nos aprofundar no que diz respeito às Verdades bíblicas para que possamos abrir os olhos daqueles que estão bebendo dessas milhares de fontes e muitas vezes (sem saber) estão caminhando em direção contrária a Deus.

Foi-se o tempo em que apenas um mero convite como: ‘’vamos à minha igreja?”, convença as pessoas de que Deus as ama. É preciso aprimorar o nosso discurso, em muitos casos aplicando elementos de caráter racional para convencer as pessoas do plano de Salvação de Cristo para a humanidade e, para isso, é preciso ter muito embasamento bíblico, ou seja, precisamos estudar a Palavra.

E antes de tudo isso, precisamos orar muito a Deus para que os budistas, em especial, possam ter seus olhos abertos pela soberana ação do Espírito Santo e venham a descobrir que filosofia e rituais não trazem Salvação a ninguém.



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Bons estudos!!!

Lição 6 - Catolicismo (Doutrinas Gerais)

LEITURA DIÁRIA

Segunda – At 2:1-4: O nascimento da Igreja veio por um ato do Espírito Santo.
Terça – Ex 20:4: Ordenança divina contra as imagens de esculturas.
Quarta – II Tm 2:5: Cristo é único mediador entre Deus e os homens.
Quinta – Hb 9:27: Após a morte o ser humano aguarda o julgamento final.
Sexta – Mt 6:7: As orações a Deus devem ser espontâneas e não rezas prontas.
Sábado – Hb 9:26: O sacrifício de Cristo é suficiente para nos purificar de todo os pecados.

TEXTO BASE: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”. (Mt 7:23)

VERDADE PRÁTICA: Não se pode esperar que o Catolicismo, em suas publicações, testemunhe contra si mesmo ou concorde com os historiadores a quem damos preferências por serem mais confiáveis

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 2:1-4, 42-47.

COMENTÁRIO

De modo geral, no Brasil há duas igrejas em evidência, a Católica Romana (religião oficial do país) e as demais. Enquanto o Catolicismo estrutura-se em "Ordens religiosas" sob um chefe visível - o Papa, as demais igrejas cristãs apresentam-se em "Denominações" todas com uma só base - a Bíblia.

As distâncias entre as Ordens Católicas assemelham-se às distancias entre as denominações evangélicas e com algumas exceções. Nota-se ainda que Católicos e Evangélicos crêem na Santíssima Trindade, Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo; compartilham da doutrina de que Cristo é o Salvador pela sua morte substitutiva; ambas as igrejas ensinam a existência de céu e inferno e aceitam a mesma Bíblia como a Palavra de Deus .

1. ORIGEM DA IGREJA

a) A fundação da Igreja em Jerusalém

O capítulo 2 do livro de Atos narra o inicio “oficial” da Igreja de Cristo, evento abalizado pela descida do Espírito Santo àqueles que estavam “reunidos no mesmo lugar” (v.1). Em meio a uma manifestação sobrenatural de Deus é instituída a santa Igreja do Senhor, àquela responsável para continuar os passos de Jesus.

A Festa de Pentecostes era uma festa judaica, antes de se tornar um símbolo do Espírito Santo. A Igreja nasceu no Pentecostes. A vinda do Espírito Santo foi o cumprimento da predição de João (Lc 3:15,16) e da promessa de Jesus (Lc 24:49).

Pedro afirma ser o cumprimento da promessa de Joel (Jl 2:28,29), este acontecimento fundiu os crentes num grupo, dando-lhes a unidade (At 2:42-47) que antes não tinham e deu-lhes a coragem para enfrentar os perigos da perseguição.

O crescimento foi rápido. Outros eram acrescidos diariamente ao número dos 3.000 até chegarem logo aos 5.000 (At 4:4). Há menção de multidões se integrando à Igreja (At 5:14). Judeus helenistas (At 6:1) e “Muitos sacerdotes” (At 6:7) são mencionados como estando entre os membros da Igreja primitiva em Jerusalém.

b) Perseguição

As autoridades eclesiásticas judaicas logo perceberam que o cristianismo representava uma ameaça a suas prerrogativas como interpretes e sacerdotes da lei; por isto, reuniram suas forças para combater o cristianismo. A perseguição veio primeiro de um organismo político-eclesiástico: o Sinédrio, que, com permissão romana, supervisionava a vida civil e religiosa do estado. Pedro e João tiveram que comparecer perante este egrégrio órgão duas vezes e foram proibidos de pregar o Evangelho, mas eles se recusaram a cumprir a ordem. Mais tarde a perseguição tomou cunho mais político. Herodes mandou matar Tiago e prendeu Pedro (At 12) nesta fase de perseguição. Daí por diante a perseguição tem seguido esse padrão eclesiástico ou político.

c) Expansão

O Cristianismo teve continuidade com bispos, pastores, presbíteros e evangelistas; foram homens veneráveis como Policarpo, discípulo do apóstolo João, Inácio, Papias, Justino, Irinio, Origenes, João Crisóstomo e tantos outros.

A igreja cristã recebeu o nome de Católica no Concilio de Constantinopla, presidido pelo imperador Romano Teodósio com o decreto "Cunctos Populos" no ano de 381. Apostólica ela não é; Também não sabemos como ela pode ser Universal e Romana ao mesmo tempo. (ver Rivaux, História Eclesiástica, tomo I - Pág. 347).

Ainda não havia "Papa", mas, nos fins do século IV as igrejas viram-se lideradas por cinco "patriarcas", que foram os bispos de Antioquia, Jerusalém, Constantinopla, Alexandria, e Roma. O Papado como conhecemos, desenvolveu-se gradativamente, sustentado a princípio pelo Império Romano; não teve data de nascimento, não foi instituído por Cristo nem pelas igrejas, é intruso no Cristianismo e não se enquadra na Bíblia - conseguiu com sutileza manter-se na posição que ocupa.


2. IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA: A INSTITUIÇÃO.

a) Origem do papado

O Catolicismo começou a tomar forma quando no ano 325 o Imperador Romano Constantino, convertido ao Cristianismo, convocou o 1º Concílio das igrejas que foi dirigido por Hósia Córdova com 318 bispos presentes. Constantino construiu a Igreja do Salvador e os Papas passaram a ocupar um palácio oferecido por Fausta. No século XV demoliram a igreja do Salvador para dar lugar à Basílica de São Pedro. As igrejas que eram livres começaram a perder autonomia com o Papa Inocêncio I, ano 401 que se dizendo "Governante das igrejas de Deus exigia que todas as controvérsias fossem levadas a ele."

O Papa Leão I, ano 440, impôs mais respeito prescrevendo "Resistir a sua autoridade seria ir para o inferno" - Este papa aumentou sua influência bajulando o imperador Valentiniano III no ano 445, que cedeu a pretensão dele de exercer autoridade sobre as igrejas até então nas mãos do Estado. Os historiadores viram nele "O papado emergindo das ruínas do império romano que desintegrava herdando dele o autoritarismo e o latim como língua”.

A palavra "Papa" significa pai; até o século V todos os bispos ocidentais foram chamados assim. Aos poucos restringiu esse tratamento aos bispos de Roma. Naquele tempo ninguém supunha que “São Pedro fora Papa” - Ele era casado e não teve ambições temporais.

O Papa Nicolau I anos 858-67 foi o primeiro a usar coroa; serviu-se com muito efeito de documentos espúrios surgidos no ano 857 conhecidos como "Pseudas decretas de Isidoro" – Documentos falsos que seriam de bispos do II e III séculos e que "exaltavam o poder dos papas”. Nicolau havia mentido que esses documentos haviam estado por "séculos na igreja".

b) Origem do estado do Vaticano

O Estado do Vaticano desenvolveu-se com o papa Estevão II nos anos 741-752, que instigou Pepino, o Breve e seu exército a conquistar territórios na Itália e doá-los à Igreja.

Carlos Magno, seu pai, confirmou essa doação no ano 774, elevando o Catolicismo à posição de poder mundial surgindo o SANTO IMPÉRIO ROMANO sob a autoridade do Papa-Rei que durou 1.100 anos.

Carlos Magno próximo da morte arrependeu-se por doar territórios aos Papas, agonizando sofreu horríveis pesadelos lastimando-se assim: "Como me justificarei diante de Deus pelas guerras que irão devastar a Itália, pois os Papas são ambiciosos, eis porque se me apresentam imagens horríveis e monstruosas que me apavoram, deve merecer de Deus um severo castigo!” (Pillati, Ed. Thomp. Tomo III, pag.. 64, 1876, Londres).

Os papas ficaram confinados no Vaticano até 1929 quando Mussolini e Pio XI no tratado de Latrão legalizaram esse estado religioso que é "controlado pela Cúria Romana e governada por 18 velhos Cardiais que controlam a carreira de bispo e monsenhores; o papa fica fora dessa pirâmide” (Estado 20-3-82).

No Brasil os católicos são orientados por 240 bispos mais conhecidos pela posição política do que pela religiosidade, estão divididos entre Conservadores, Progressistas e Não Alinhados... (Revista Veja 30-1-80).


3. DIVERGÊNCIAS E CONTRADIÇÕES DOUTRINÁRIAS

a) Exclusivismo quanto a Salvação

Os católicos apelam para a história da igreja, reivindicando a supremacia da igreja de Roma sobre as demais igrejas cristãs. Como se dizem pertencentes a “Santa Igreja” crêem e ensinam que a Salvação não pode existir fora de suas crenças, tradições e dogmas.

Cristo é o único caminho para a Salvação (II Tm 2:5; Jo 14:6, 8:37) e nenhuma instituição religiosa pode “dar” a salvação, se a mesma não vier apenas da Cruz.

b) A infabilidade papal

Muitos pensam que qualquer pronunciamento do Papa é automaticamente infalível. Não é bem assim. Os teólogos católicos cercaram cuidadosamente com alguns critérios o uso desta prerrogativa. Elas são tiradas do documento “Pastor Aeternus”, transcrito abaixo:

• Primeiramente, o papa só é infalível quando se pronuncia "ex-cathedra", isto é, usando os poderes da cadeira de Pedro como Pastor e doutor da igreja, isto define o cargo de ação do dogma.
• Por sua vez o objeto desta infalibilidade está restrito tão somente a temas concernente à fé e moral.
• Outrossim, que o sumo pontífice intencione pronunciar sentença definitiva sobre o assunto focalizado, decidindo o que é certo e condenando com um anátema quem se posicione contra.
• E por último que ele queira ensinar a igreja inteira.

Todavia, é gritante a fragilidade deste critério. Este dispositivo foi criado logicamente para proteger o dogma de suas implicações lógicas, de um impacto direto que ele poderia causar, se fosse aplicado, na prática, na vida de muitos papas ao longo destes séculos.

Analisando as proposições da sessão IV do "Pastor Aeternus", fica patente que este dogma é extraído de outras duas doutrinas, a saber: o primado de Pedro e a sucessão apostólica. Primeiro era necessário transformar Pedro em chefe da igreja cristã universal e depois coroá-lo com a infalibilidade. Assim a última engrenagem faltante era colocar os papas na linha de sucessão do apóstolo fazendo-os infalíveis.

As passagens amiúde citadas são: "o poder de ligar e desligar" (Mateus 16.19), "o poder de apascentar o rebanho" (João 21.15-17) e "o poder de ensinar" (Lucas 22.31,32). Em todas elas os teólogos católicos dizem estar implícita a infalibilidade.

c) Objeções à infalibilidade papal

O dogma peca sob diversos pontos: Primeiro, quanto às provas bíblicas, não resiste a uma hermenêutica mais cuidadosa. Segundo, carece de apoio histórico consistente e por último, de todos os pontos de vistas lógico, é desnecessário.

1º) Carece de apoio unânime: Pio IX dizia que a infalibilidade "foi sempre admitida pela igreja católica", porém, os anais da história mostram fatos totalmente opostos a isto e provam que na verdade, ela nunca existiu na pessoa de um líder eclesiástico. Não faltaram adversários que a combatessem ferozmente.Muitos papas como Inocêncio III, Clemente IV, Gregório XI, Adriano VI, Paulo IV - rejeitaram a doutrina da infalibilidade papal!

2º) Carece de apoio histórico: A alegação de que algumas igrejas apelavam para Roma em algumas decisões não é prova de que o bispo romano fosse infalível. Outras sés episcopais receberam a mesma honra. Podemos citar a igreja de Alexandria resolvendo questões de disciplinas nas igrejas espanholas, além de sua jurisdição. Era comum as igrejas primitivas recorrerem umas às outras para estabelecer decisões em questões polêmicas. Contudo, muitas vezes as igrejas não admitiram a intromissão de Roma em assuntos de suas jurisdições como no caso das igrejas Africanas. Nota-se ainda que as apelações eram feitas à igreja e não ao papa como infalível.

3º) Carece de apóio bíblico: Os argumentos freqüentemente empregados pelos católicos para substanciar biblicamente a infalibilidade são espúrios. Se não vejamos:

João 21.15-17 e Lucas 22.31,32 - A prerrogativa dada a Pedro de "apascentar seus irmãos", não era privilégio somente de Pedro. Outros como Paulo disseram a mesma coisa (At 14:22 - 15:32,41). Este e o próprio Pedro admitiam que isto não era exclusividade suas (At 20:28 - I Pe 5:1,2). Com certeza Pedro lembrando-se das palavras do mestre em Lucas 22:24-26 (cf. Mt 20:25-27), soube aconselhar o rebanho tempos depois afim de que ninguém exercesse a primazia sobre as igrejas (I Pe 5.1-3). A simples tarefa de apascentar e confirma não traz inerentemente nenhum mérito de infalibilidade, pois Jesus já havia rogado por eles todos (Jo 17:11,12).

d) Petros, Petha, Kephas

Na suposição de que Cristo edificou Sua Igreja sobre Pedro, os Papas trataram de estabelecer uma linha de sucessão com esse apóstolo. Para isso embaralharam as palavrinhas gregas "petros e petras" encontradas em Mateus 16:18, fizeram uma exegese tendenciosa e confundiram a cristandade, uma vez que "petros" quer dizer seixo ou pedrinha e "petra" significa rocha, que no texto e nos contextos é Cristo sobre quem a Igreja foi edificada. Equivocaram-se com essa "sucessão", pois Cristo é a base da igreja.

O Novo Testamento foi escrito em grego. - Jesus disse ao apóstolo: "Tu és PETROS e sobre esta PEDRA edificarei minha Igreja."

Jesus falava o ARAMAICO, língua popular e certamente o grego usado nas grandes cidades, por essa razão o Catolicismo quando se vê em dificuldades "escapa" dizendo que Mateus 16:18 foi proferido em aramaico! Mas esse salto não os favorece.

Imaginemos que Cristo, no hipotético texto em aramaico tivesse dito: "Tu és KEPHAS e sobre esta KEPHAS edificarei minha igreja", então teríamos problemas em João 1:42 onde a primeira expressão KEPHAS significa Pedro e não petra! – Torna-se difícil, como quer a Igreja, colocar Pedro na cadeira de Cristo.

Se houvesse realmente dúvidas, que exigisse definição sobre em quem a Igreja foi edificada, todos os cristãos escolheriam o nome de Cristo! É mais coerente, mais razoável e mais seguro: Pedro não comportaria tanta magnitude.

Paulo escreveu à igreja de Corinto que Cristo é o alicerce da Igreja, e advertiu que "Ninguém pode lançar outro fundamento" (I Co 3:11) – Fundamento se coloca uma vez só, se Pedro fosse o alicerce da Igreja, como explicar a sucessão? Pois não se põe fundamento em cima de fundamento!

Esse apóstolo corrige o Catolicismo em sua carta, indicando Cristo como a pedra principal "eleita e preciosa" sobre quem a igreja foi edificada. (I Pe 2:4-9).

Se a Igreja Católica deseja encontrar o Sucessor de Cristo, basta folhear o Novo Testamento no Evangelho de João onde diz: - “Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, o Espírito Santo, que ficará convosco para todo sempre”!
Qualquer outro "sucessor" é suspeito.

e) As chaves do céu

A Igreja sempre tropeçou nas palavras figuradas do Novo Testamento! Desta vez tomou ao pé da letra e gravou duas grandes chaves no Escudo do Vaticano! Qualquer estudante da Bíblia deduz que as chaves que Cristo deu a Pedro, aos demais apóstolos e a Igreja é a MENSAGEM DOS EVANGELHOS que abre as portas da graça de Deus concedendo Salvação aos que crêem.

Jesus disse: “Eu sou a Porta!” – As chaves por Ele referidas são símbolos da capacidade de abrir e explicar as verdades do Evangelho. Pedro usou essas chaves pregando primeiro aos judeus e depois aos gentios (At 2 e 15:7-14) – A igreja e os demais apóstolos receberam igualmente essa chave que é a MENSAGEM! - (I Jo 20:23, Mt 18:16-18)

Se a Igreja Católica supõe uma chave material pode esquecê-la porque "As portas do céu não se fecham nem de dia, nem de noite!" (Is 60:11). Se em alguma circunstância for necessário movimentar essas portas as chaves estão com Cristo.


4. O PASSADO TENEBROSO DA IGREJA

a) Alguns dogmas e práticas que foram introduzidos na Igreja

Veja a lista dos dogmas e práticas com suas respectivas datas:

310 – Começam as rezas pelos mortos;
• 320 – Começam a usar velas nas igrejas;
• 325 – O Imperador Constantino celebra o primeiro Concílio;
• 394 – O culto cristão é substituído pela missa;
• 416 – Começaram a batizar crianças recém-nascidas;
• 431 – A igreja começa a cultuar Maria, mãe de Jesus;
• 503 – Decretam a existência do purgatório - começaram a cobrar "Missas de intenção" em 1476;
• 783 – Iniciam a veneração de imagens (idolatria);
• 830 – Começam a usar ramos e água benta;
• 933 – A igreja institui a "Canonização" – Muitos foram canonizados pela bravura com que exterminaram protestantes, maçons e livres pensadores;
• 1074 – Instituído o Celibato;
• 1184 – Inquisição. Efetivada anos depois;
• 1190 – Concessão de perdão e favores espirituais por dinheiro! Indulgências;
• 1200 – A hóstia substitui a Ceia;
• 1208 – Começaram na missa, a "levantar" a hóstia para ser adorada;
• 1215 – O papa Inocêncio III, por decreto instituiu a Transubstanciação (Concílio de Trento, 1551);
• 1216 – instituída a confissão;
• 1414 – O vinho da Ceia do Senhor começou a ser negado aos fiéis (Concílio de Constança), decisão sancionada pelo papa João XXIII.
• 1546 – Livros apócrifos são incluídos na Bíblia;
• 1870 – Declaram o papa infalível;
• 1854 – Impõe o dogma da Imaculada Conceição;
• 1950 – Conseguiram depois de 18 séculos de resistência, impor o dogma da Assunção de Maria;

b) O Catolicismo desvia a Igreja dos Evangelhos

Essas alterações fazem a igreja perder legitimidade e abrem várias brechas no Cristianismo; a cada alteração nas doutrinas bíblicas, levas de Cristãos organizavam igrejas independentes que se reuniam nas catacumbas de Roma. Em 869 a Igreja Oriental separou-se de Roma recusando submissão ao papa, originando a Igreja Católica Ortodoxa.

Em 1517 o Monje Martin Lutero inspirou-se nas palavras do apóstolo Paulo em Romanos 1:17, onde diz: "O justo viverá da fé." Raciocinou que a Salvação nos é dada pela fé em Cristo e não pelos ritos, sacramentos e penitências receitadas pelo catolicismo.


5. O CONFRONTO: BÍBLIA x CATOLICISMO

a) Adoração

O primeiro mandamento prescreve: "Eu sou o Senhor teu Deus! Não farás para ti imagens de escultura nem semelhança do que há em cima no céu... não te encurvarás a elas nem a servirás" (Êx 20), e o apóstolo João disse que "os ídolos devem ser evitados” (I Jo 5:21).

No Catolicismo as imagens têm prioridade por serem os esteios da Igreja! No rosário há paganismo e as estatuetas católicas são formas de idolatria que contrariam os 10 mandamentos.
Cristo ensinou a verdadeira adoração com estas palavras: "Deus é Espírito, os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em verdade, porque o Pai procura tais que assim o adorem.” (João 4:23).

Adorar em espírito é usar a mente e o coração em direção a Deus, sem fitar imagens de escultura que anulam a devoção!

b) Mediação

O apóstolo Paulo lembrou que "Só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo” e o apóstolo Pedro disse: “Debaixo do céu não há outro nome pelo qual devamos ser salvos" (II Tim 2:5 e Atos 4:12). A igreja no entanto fez de Maria "Medianeira" e até bispos e padres se fazem de mediadores e perdoadores de pecados como se fosse possível substituir Cristo em suas atribuições.

c) Purgatório e limbo

São lugares intermediários para onde "vão as almas dos católicos quando morrem" - As demais igrejas cristãs desaprovam esses dogmas. - Esses lugares não existem, mas são lucrativos e a igreja não os dispensa. Ao criar o purgatório foram hábeis, pois prescrevem que "Os mortos nesse lugar, se comunicam com os vivos através das Missas de intenção e das indulgências!” - É aí que a igreja entra com seu "serviço!"

O Limbo é mais indecifrável, pois sendo instituído para receber as almas das crianças que morrem sem batismo, abriga também, os que por razões especiais não estão no purgatório! - Esses lugares intermediários são estranhos na Bíblia!


6. ANÁLISE BÍBLICA DOS 7 SACRAMENTOS

a) Batismo

“O batismo é o sacramento pelo qual renascemos para a graça de Deus e nos tornamos cristãos. O sacramento do batismo confere a primeira graça santificante, que apaga o pecado original e também o atual, se o há; perdoa toda a pena por eles devida; imprime o caráter cristão; faz-nos filhos de Deus, membros da Igreja e herdeiros do Paraíso, e nos torna capazes de receber os outros sacramentos. O batismo é absolutamente necessário para a salvação, porque o Senhor disse expressamente: Quem não renascer na água e no Espírito, não poderá entrar no reino dos céus” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, pp.105-106,108).

RESPOSTA BÍBLICA: O batismo é uma ordenança de Jesus, mas não um sacramento. Batizamo-nos porque somos salvos e não nos batizamos para sermos salvos (Mt 28:19; Mc 16:15-16). O versículo 16 declara que quem não crer será condenado e não quem não for batizado (Lc 5:24-34, 23:43; At 16:30-31) Jesus ensinou sobre as crianças que elas não se perdem (Mt 18.1-4; 19.13-14).

b) Confirmação ou crisma

“A Confirmação, ou Crisma, é um sacramento que nos dá o Espírito Santo, imprime na nossa alma o caráter de soldados de Cristo, e nos faz perfeitos cristãos” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, p. 110).

RESPOSTA BÍBLICA: O Espírito Santo é dado ao que aceita o Senhor Jesus como Salvador (Jo 16.7-9;14.16-18-26;16.13-14) e não a incrédulos. Como confirmar o batismo de alguém que não foi biblicamente batizado? A fé precede o batismo (At 8.36-38) e o batismo precede a fé. Uma criança recém-nascida não tem condições de crer e confessar Jesus como Salvador.

c) Eucaristia

Ensinando sobre a Eucaristia, diz a Igreja Católica: “A Eucaristia é um sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual”. A Igreja ensina que na Eucaristia está o mesmo Jesus Cristo que está no céu. Esclarece ainda que essa mudança conhecida como transubstanciação ocorre no ato em que o sacerdote, na santa Missa, pronuncia as palavras de consagração: “Isto é o meu Corpo; este é o meu sangue”.

“Deve-se adorar a Eucaristia?A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque ela contém verdadeira, real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 619).

RESPOSTA BÍBLICA: Esta doutrina é contrária ao bom senso e ao testemunho dos sentidos - o bom senso não pode admitir que o pão e o vinho oferecidos pelo Senhor aos seus discípulos, na Ceia, fossem a sua própria carne e o seu sangue, ao mesmo tempo em que permanecia em pé diante deles vivo, em carne e osso.

É manifesto que Jesus, segundo seu costume, empregou uma linguagem simbólica. Não há ninguém, de mediano bom senso, que compreenda, no sentido literal, estas expressões simbólicas do Salvador: Eu sou a porta, eu sou a videira, eu sou o caminho. A razão humana não pode admitir tampouco o pensamento de que o corpo de Jesus, tal qual se encontra no céu (Lc 24.39; Fp 3.20), esteja nos elementos da Ceia. Como se admitir que Jesus desça aos altares romanistas revestido do corpo que teve sobre e terra, a se deixe prender nos altares católicos.

A Ceia é uma ordenança e não Eucaristia; era usado pão e não hóstia; é um memorial como se lê em 1 Coríntios 11.25-26; o Senhor Jesus usou muitas palavras de forma figurada: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12); “Eu sou a porta” (Jo 10.9); “Eu sou a videira verdadeira” (Jo 15.1). Jesus chamou na última Ceia os elementos de pão e vinho, sem dar qualquer motivo para se crer na transubstanciação. Adorar a Eucaristia é um ato de idolatria.

d) Penitência

A penitência, chamada também confissão, é o sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do batismo. Depois de feito o sinal da Cruz, o católico deve dizer: “Eu me confesso a Deus todo poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, a todos os Santos, e a vós, Padre, porque peque”.

“As obras de penitência podem reduzir-se a três espécies: à oração, ao jejum, à esmola. Os que morrem depois de ter recebido absolvição não vão logo para o céu vão para o purgatório, para ali satisfazer a justiça de Deus e se purificarem inteiramente. As almas podem ser aliviadas no Purgatório com orações, com esmolas, com todas as demais obras boas e com as indulgências, mas, sobretudo, com o Santo Sacrifício da missa”. ("Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã",Editora Vera Cruz Ltda., 1ª edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 788, p. 144).

RESPOSTA BÍBLICA: Não há um só caso de alguém que tenha confessado os seus pecados a homens ou mesmo aos apóstolos. Em 1 João 1.7-9, João ensinou que devemos confessar nossos pecados a Jesus e que Ele é suficiente para perdoar. Se Pedro estivesse investido do poder de perdoar pecados, por que não pediu a Simão que se ajoelhasse em confissão, para resgate do seu pecado? Exortou a Simão que recorresse a quem tinha tal poder de perdoar pecados (At 8.22).

Jesus disse à mulher pecadora, perdoados são os teus pecados (Lc 7.48), não ouviu Ele a confissão da mulher. Na celebração da Ceia, Paulo recomendou que cada um de nós fizesse exame introspectivo (1 Co 11.28).

e) Extrema-unção

“A extrema-unção é o sacramento instituído para alívio espiritual e também temporal dos enfermos em perigo de vida” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 805, p. 147).

RESPOSTA BÍBLICA: Em Tiago 5.14-16, se recomenda chamar o presbítero para orar pelo enfermo para sua cura e não receber extrema-unção como uma recomendação do corpo sem a qual não se procede ao sepultamento cristão do corpo.

f) Ordem

“A ordem é o sacramento que dá o poder de exercitar os ministérios sagrados que se referem ao culto de Deus e à salvação das almas, e que imprime na alma de quem o recebe o caráter de Deus” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda.,1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 811, pp. 148-149).

RESPOSTA BÍBLICA: No Antigo Testamento, o sacerdócio era exercido por uma classe especial de homens que eram os descendentes de Arão. Desde o Novo Testamento o sacerdócio é exercido por todos os cristãos e não por uma classe sacerdotal intermediária entre Deus e os homens. O apóstolo Pedro escreveu que “como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pe 2.5, 9).

g) Matrimônio

“O matrimônio é um sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos” (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã, Editora Vera Cruz Ltda., 1a edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 826, p. 151).

RESPOSTA BÍBLICA: O casamento é uma instituição divina e não um sacramento (Gn 2.18-24; Mt 19.4-6). Pedro foi considerado o primeiro papa e, entretanto, era casado (Mt 8.14-15). Paulo recomenda que o ministro seja casado (1 Tm 3.1-3).


7. SOBRE AS REZAS OU ORAÇÕES PRONTAS

Desde pequenos aprendemos a orar o Pai Nosso, oração modelo ensinada por Jesus. Mas com certeza nunca encontraremos na Bíblia alguma orientação de Cristo quanto a orações como esta: “Ave-maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amem”.

Ou ainda: “Glorioso Santo Antonio que tivestes a sublime dita de abraçar e afagar o Menino Jesus, alcançai-me a graça que vos peço e vos imploro do fundo do meu coração (pede-se a graça). Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores, não olheis para os poucos méritos de quem vos implora, mas antes fazei valer o vosso grande prestígio junto a Deus para atender o meu insistente pedido. Amém. Santo Antonio, rogai por nós”.

Por que não encontraremos?

• Por que a Bíblia nos ensina que somente Deus é suficientemente poderoso para ouvir e atender nossas orações (Jr 10:6; 23:23,24; 1 Rs 8:39).
• Por que a Bíblia nos ensina que Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (II Tm 2:5).

Além disso, sabemos que o Deus se preocupa com nossas expressões espontâneas de adoração e devoção (Sl 51:17). Tudo que vem muito pronto poder se tornar um mero ritual religioso e em alguns casos, apenas um ato para desencargo de consciência.


8. OS SANTOS CATÓLICOS

Ver imagem no post abaixo.


9. REFUTAÇÕES BÍBLICAS AOS “SANTOS” CATÓLICOS

a) O que significa ser Santo?

Leia esses textos bíblicos: Lv 11:44, 19:1-4, 20:7; I Pe 1:16. Esses textos são orientações de Deus a respeito da Santidade. O Senhor Se coloca (com autoridade) como padrão para ser seguido por nós.

É muito fácil compreender que essas ordenanças divinas têm um sentido moral, ou seja, são implicações ao nosso caráter para que imitemos o caráter de Deus, uma vez que Ele é perfeito e nenhum de nós pode chegar a ser como Deus. Afinal, somos criaturas e só Deus é onipotente, onipresente e onisciente (Jr 10:6; 23:23,24; 1 Rs 8:39), além disso Ele é Espírito (Jo 4:24).

b) Santo? Só Jesus!

A Bíblia nos ensina que somente Deus deve ser adorado, venerado, louvado (Mt 4:10); e que todos os homens pecaram (Rm 3:23) e ainda, que não há um justo sequer sobre a Terra (Rm 3:10), portanto, não há respaldo bíblico para nenhum tipo de veneração a “Santos”.

Contudo, não descartamos o exemplo moral ou social de alguns destes que foram canonizados como “Santos”, mas nenhum deles é digno o bastante para ser louvado, muitos menos para receber as nossas orações. Apenas Jesus Cristo foi justo, santo e perfeito o suficiente para receber nossa adoração (I Pe 2:23,24).

A Igreja Católica insiste em dizer que não existe nenhum tipo de idolatria ou veneração aos santos, no entanto, quando observamos a prática religiosa dos católicos vemos que isto não é verdade, pois para muitos deles os “santos” assumem um caráter de mediação e a Bíblia ensina claramente que só existe um Mediador entre Deus e os homens (II Tm 2:5).


10. DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE A IGREJA CATÓLICA E A IGREJA EVANGÉLICA.

FUNDAMENTO:
Evangélico: Cristo, a Pedra (At 4:11; Ef 2:20)
Católico: São Pedro

CABEÇA:
Evangélico: Jesus Cristo (1 Co 11:3, Ef 1:22, Cl 1:18)
Católico: Papa

MEDIADOR:
Evangélico: Jesus Cristo (1 Tm 2:5, Hb 9:5; 12:24)
Católico: Jesus, Maria e todos os santos

SALVAÇÃO:
Evangélico: Pela graça por meio da fé (Rm 3:24; 5:2, Ef 2:8-9; Tt 2:11; 3:7)
Católico: Graça, obras, indulgências, etc.

AUTORIDADE:
Evangélico: Bíblia Sagrada (Sl 1; Hb 4:16)
Católico: Bíblia, Tradição, Magistério da Igreja

CULTO:
Evangélico: Segundo as Escrituras (1 Co 14:26, Ef 5:19) – Espiritual;
Católico: Cerimonial;

OBJETO DE CULTO:
Evangélico: Só a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) (Mt 4:10, Jd 25)
Católico: Pai, Filho, Espírito Santo, Maria, hóstia, santos, imagens, relíquias

APÓS A MORTE:
Evangélico: Estar com Cristo (Fp 1:21-23, 2 Co 5:1-10)
Católico: Fogo do Purgatório (Fp 1.21-23; 3.20; Hb 11.14-16)


CONCLUSÃO

O Catolicismo Romano é uma religião que ao longo do tempo se distanciou de sua origem Neotestamentária e apostólica, sobretudo quando permitiu que a política se infiltrasse na administração da Igreja, isso por interesse de padres, bispos e lideres gananciosos e corrompidos pelo poder e pelo pecado.

Com a inserção de práticas contrárias à Bíblia Sagrada a Igreja Católica desvia seus fiéis seguidores do Evangelho genuíno pregado por Jesus e pelos seus discípulos. Com a adoração e veneração aos “santos”, bem como as tentativas de divinizar Maria, deixa de adorar e prestar culto a quem por direito merece: Jesus Cristo.

Devemos nos esforçar para abrir os olhos daqueles que estão sendo ensinados desde de pequenos pelo clero romanista a fim de que encontrem o Evangelho puro em suas práticas religiosas.


Bons estudos!!!

Lição 6 - Catolicismo (Anexo)

Lição 5 - Mariolatria (Anexo)

Lição 5 - Mariolatria


LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lc 2:7 - Jesus, o filho primogênito de Maria.
Terça – Mc 6:3 - Os outros filhos de Maria.
Quarta – Mt 1:25 - José não a conheceu até que nasceu o seu primogênito, Jesus.
Quinta – Jo 2:3-5 - Maria mandou obedecer a Jesus e não a ela mesma.
Sexta – Lc 1:46-49 - Maria afirma ser salva pelo Senhor.
Sábado – Jo 19:25-27 - Jesus encarregou o apóstolo João para cuidar de sua mãe.

TEXTO BASE: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”. (1 Tm 2:5)

VERDADE PRÁTICA: O marianismo é um dos elementos que descaracteriza o Catolicismo Romano como uma religião puramente cristã.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lucas 1:26-31,34,35,37 e 38


COMENTÁRIO

O culto a Maria é o divisor de águas entre católicos romanos e evangélicos. O clero romano confere a Maria a honra e glória que pertencem exclusivamente ao Senhor Jesus. Essa substituição é condenada nas Escrituras Sagradas e, como resultado, conduz o povo à idolatria. Reconhecemos o honroso papel de Maria na Bíblia, como mãe de nosso Salvador, mas a Palavra de Deus deixa claro que ela não é co-autora da salvação e muito menos divina. É, portanto, pecado orar em seu nome, colocá-la como mediadora, dirigir a ela cânticos de louvor.


1. O QUE É MARIOLATRIA?

a) Idolatria

O termo vem de duas palavras gregas: eidõlon, ídlo, “imagem de uma divindade, divindade pagã” e latreia, “serviço sagrado, culto”. A idolatria é forma pagã de adoração. Adorar e servir a outros deuses são práticas condenadas pela Bíblia, no Decálogo (Ex 20:3-5), e, também nas páginas do Novo Testamento: “portanto, meus amados, fugi da idolatria” (1 Co 10:14).

b) Adoração

Os dois principais verbos gregos para “adorar”, no Novo Testamento, são proskyneõ, que significa “adorar” no sentido de prostrar-se; e latreuõ, que significa “servir” a Deus. À luz da Bíblia, podemos definir adoração como serviço sagrado, culto ou reverência a Deus por Suas obras. Os principais elementos de um culto são: oração (Gn 12:8), louvor (Sl 66:4), leitura bíblica (Lc 4:16,17), pregação ou testemunho (At 20:9) e oferta (Dt 26:10).

c) O culto a Maria

O termo “mariolatria” vem de Maria, forma grega do nome hebraico Miriã, e de latreia. A mariolatria é o culto ou a adoração a Maria estabelecidos pelo Catolicismo Romano ao longo dos séculos. A Bíblia ensina que é somente a Deus que devemos adorar (Mt 4:10; Ap 19:10; 22:9). Maria foi salva porque creu em Jesus e não meramente por ser a mãe do Messias (Lc 11:27,28). Somente a Deus devemos cultuar. “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4:10). Os romanistas ajoelham-se diante da imagem de Maria e dirigem a ela orações e cânticos.


2. AS ''GLÓRIAS'' DE MARIA

a) Maria no Catolicismo Romano

O clero romano vai além do que está escrito em relação à Virgem Maria. No livro As glórias de Maria, de Alfonso Liguori, canonizado pelo papa, Jesus ficou pequenino diante de Maria. Segundo Liguori: “Nossa salvação será mais rápida, se chamarmos por Maria, do que se chamarmos por Jesus... A Santa Igreja ordena um culto peculiar à Maria”. Essas são algumas declarações de suas crenças mariolátricas. O que se vê, hoje, é a manifestação ostensiva e orgulhosa da mariolatria nos adesivos usados nos automóveis. Para os romanistas, Maria é mais importante do que o próprio Jesus.

b) A posição oficial do Vaticano

O clero romano nega terminantemente que os católicos adoram a Maria, o que é oficialmente confirmado pelo Vaticano. Todavia, é muito comum o tradicional trocadilho católico: adoração e veneração. Mas, as declarações de Liguori e as práticas dos católicos não ajudam a corroborar a afirmação dos romanistas. Uma análise honesta do correto conceito da palavra adoração, conferindo com o marianismo dos católicos romanos, prova de maneira irrefutável que se trata de adoração.


3. MARIA NA LITURGIA DO CATOLICISMO

a) As contradições de Roma

O Catolicismo Romano jamais admitirá que prega a divindade de Maria, da mesma forma que nega a adoração a ela. Entretanto, os fatos falam por si só e provam o contrário. Ela é também chamada de “Rainha do Céu”, o mesmo nome de uma divindade pagã da Assíria (Jr 7:18: 44:17-25); é parte de sua liturgia a reza Salve-rainha.

b) Orações a Maria

A Bíblia expressa ser somente Deus onipotente, onipresente e onisciente (Jr 10:6; 23:23,24; 1 Rs 8:39). Se Maria pode ouvir esses católicos, que hoje são mais de um bilhão em toda a Terra, como pode responder às orações de todos eles ao mesmo tempo? Ou ela é deusa, ou esses católicos estão numa fila interminável, aguardando a vez de suas orações serem atendidas.

c) Distorção litúrgica

A oração litúrgica dedicada a Maria e desenvolvida pela Igreja Católica Romana evoca: “Ave-maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito o fruto do vosso ventre. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amem”. Essas palavras são tiradas de Lucas 1:28, 42, mas a parte final não é bíblica, foi acrescentada em 1508. essa oração é uma abominação aos olhos de Deus, pois não é dirigida a quem de direito (1 Tm 2:5).

d) Mãe de Deus?

A palavra grega usada para “mãe de Deus” originalmente significa “portadora de Deus”. A expressão “mãe de Deus” foi usada em razão das controvérsias cristológicas da época para dar ênfase à divindade de Jesus. A Bíblia diz que Deus é eterno (Sl 90:2; Is 40:28), e, como tal, não tem começo. Como pode Deus ter mãe? Há contra-senso teológico nessa declaração. A mãe é antes do filho, isso pressupõe a divindade de Maria, que seria antes de Deus, mas Ele existe por si mesmo (Ex 3:14). O Concilio de Calcedônia, em 351, declarou o termo “como mãe do Jesus humano”. A Bíblia esclarece que Maria é mãe do Jesus homem e nunca mãe de Deus (At 1:14).


4. OUTRAS TENTATIVAS DE DIVINIZAR MARIA

a) “Cheia de graça” ou “agraciada”?

A forma grega da expressão “cheia de graça” procede de um verbo grego que significa “outorga ou mostrar graça”. Sua tradução correta é “agraciada, favorecida”¸ e não “cheia de graça”, como aparece nas versões católicas da Bíblia. A tradução “cheia de graça” não resiste à exegese séria da Bíblia sendo contrária ao contexto bíblico e teológico. Mais uma vez, revela-se a tentativa de divinizar Maria.

Há diferença abissal entre Jesus e Maria. Dele afirma a Bíblia: “e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade” (Jo 1:14), pois Jesus é Deus (Jo 1:1).

b) O dogma da Imaculada Conceição

Essa é outra tentativa de endeusar Maria, propondo que ela, por um milagre especial de Deus, nasceu isenta do pecado original. Essa declaração foi proferida pelo papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1854, portanto, é antibiblica. A teologia cristã afirma que “todos pecaram” (Rm 3:23; 5:12). A Bíblia mostra o reconhecimento da própria Maria em relação a isso (Lc 1:46,47). O milagre especial de Deus acontece na concepção virginal de Jesus, que foi gerado por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1:34,35). Jesus nasceu e viveu sem pecado, embora tentado, nunca pecou (Hb 4:15).

c) O dogma da Perpétua Virgindade de Maria

O clero romano defende a doutrina da perpétua virgindade de Maria, pois conclui que ela não gerou mais filhos além de Jesus. Sua preocupação é com a deificação de Maria, visto que não há desonra alguma em uma mulher casada ser mãe de filhos, antes, o contrário, à luz da Bíblia, isso lhe é honroso (Gn 24:60; Sl 113:9).

d) O dogma da Assunção de Maria

O dogma da Assunção é a crença e que o corpo de Maria, sem conhecer a corrupção do túmulo, juntou-se à alma dela e, nesse estado ela foi levada para o céu.

Muito embora tal crença na Assunção de Maria fosse geralmente aceita por Católicos Romanos no século VII para cá, só foi definido como dogma pelo Papa em Novembro de 1950. A partir desse tempo, entretanto, tem sido um dogma obrigatório para cada Católico Romano crer.

Nenhuma dessas distorcidas crenças a respeito de Maria pode encontrar base na Bíblia. São antes e bem significativamente meras fantasias da fértil imaginação de padres e papas celibatários.

e) A família de Jesus

A Bíblia declara com todas as letras que José não conheceu Maria intimamente até o nascimento de Jesus (Mt 1:25). Os irmãos e irmãs de Jesus são mencionados nos evangelhos, alguns são chamados por nome: Tiago, José, Simão e Judas (Mt 13:55; Mc 6:3). Veja ainda, Mateus 12:47 e João 7:3-5. Afirmar que “irmãos”, aqui, significa “primos” é uma exegese ruim e contraria todo o pensamento bíblico.

f) O “mistério” de Fátima

Em 1917, Nossa Senhora “supostamente” apareceu em Fátima - Portugal para três pastorzinhos - Lúcia, Francisco e Jacinta. A Virgem fez revelações que mais tarde ficaram conhecidas como o "Segredo de Fátima".

A 1ª e 2ª parte do Segredo foram escritas por Lúcia no ano de 1941 e conhecidas logo a seguir. A 3ª parte do Segredo foi escrita em 1944 numa correspondência privada para ser aberta somente pelo Papa. O 1º. segredo era o surgimento da 2ª Guerra Mundial, o 2º. foi interpretado como sendo o fim do comunismo. O 3º. a Igreja jamais quis revelar ao público gerando uma série de especulações sobre o assunto. Porém, no dia 26 de Junho de 2000, a 3ª parte do Segredo foi finalmente publicada na íntegra pelo Vaticano.

Uma análise da considerável evidência disponível deixa pouca dúvida que a essência do segredo é que no último terço do século XX, os sumos chefes da igreja cairiam debaixo de influência satânica e errariam em seu ensino. A mensagem seguramente prediz heresia mundial na igreja, e especificamente pode advertir sobre aceitação de aborto, aprovação eclesiástica de uniões homossexuais, e negação da divina presença na Eucaristia. O castigo que nos espera, se a advertência for ignorada, também pode estar especificado.

g) Desvendando o “mistério”

Os católicos crêem piamente ter sido a Virgem Maria quem aparecera aos pastorzinhos, contudo em nosso estudo temos constatado que Maria na é onipresente, onipotente e onisciente, pois só Deus o é (Jr 10:6; 23:23,24; 1 Rs 8:39); vimos também que não existe base bíblica para fundamentar os dogmas que são referidos a Maria. Fica certo para nós, portanto, que:

• Maria precisou do Salvador, ou seja, ela pecou (Lc 1:46,47);
• Maria está aguardando a volta de Cristo assim como todas as outras pessoas que já morreram (Hb 9:27);

Então, vejamos o que diz a Bíblia a respeito de aparições: (II Co 11:14,15) – Não devemos nos enganar quanto a esse fato. Não há respaldo bíblico para crer que essa aparição seja verdadeira!


CONCLUSÃO

As tentativas inglórias de fundamentar o marianismo na Bíblia fracassaram. As expressões: “O Senhor é contigo”; “bendita és tu entre as mulheres” (v.28) e “bendito o fruto do vosso ventre” (v.42), não são a mesma coisa que: “bendita és tu acima das mulheres”. Devemos esclarecer esses pontos aos católicos, com respeito e amor, mas discordando de suas crenças, com base na Palavra de Deus. Muitos são sinceros e pensam estar fazendo a vontade de Deus.


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Bons estudos.

Lição 4 - Mormonismo


LEITURA DIÁRIA

Segunda – 2 Co 11:3 - Um Jesus estranho ao Novo Testamento.
Terça – 2 Pe 1:16 - O cristianismo se fundamenta em fatos.
Quarta – I Tm 4:7 - As fábulas profanas são nulas.
Quinta – Tt 1:14 - Devemos rejeitar as fábulas judaicas.
Sexta – I Co 8:5 - O equívoco da fé do paganismo politeísta.
Sábado – Gl 1:8,9. - O evangelho anátema.

TEXTO BASE: E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas’’. (2 Tm 4:4)”.

VERDADE PRÁTICA: O mormonismo é um movimento pagão disfarçado com roupagem cristã que baseia suas crenças em fábulas e falsas conjecturas.

LEITURA BÍBLICA: I Timóteo 1:3-6.

COMENTÁRIO

Um proeminente líder mórmon disse: ‘’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias declara-se, pelo seu nome, distinta da Igreja Primitiva estabelecida por Cristo e seus apóstolos’’. Essa é confissão de que eles não são cristãos e de que sua religião é outra. Disso todos nós já sabíamos pelas suas crenças e práticas, mas esta é uma declaração direta e textual do movimento. A estrutura do mormonismo está calcada em lendas e mitos pagãos.


1. ORIGEM DO MOVIMENTO

a) Primeiras aparições

Há duas versões contraditórias da origem do movimento na sua própria literatura. Uma diz que em 1820, Joseph Smith Jr., andava preocupado por causa de uma agitação anormal sobre questões religiosas que se generalizou envolvendo batistas, presbiterianos e metodistas. Quando numa visão o Pai e o Filho, teriam dito que todas as igrejas se apostataram e seus credos eram abomináveis. Em 1823, teria recebido a visita de um estranho anjo chamado Morôni, o qual teria revelado a existência das placas de ouro, que deram origem ao Livro de Mórmon.

b) Últimas aparições

Em 1829, teria recebido outra visão. Nesta, afirma-se que João Batista teria conferido a Joeph Smith Jr. E ao seu companheiro, Oliver Cowdery, o sacerdócio de Arão. Em seguida, os dois companheiros batizaram-se um ao outro, e um ao outro se ordenaram como sacerdotes, e, durante muito tempo, abençoaram-se mutuamente.
Pouco depois, os dois teriam recebido outra visão: João, Pedro e Tiago, os quais lhes conferiram o sacerdócio de Melquisedeque. Em 6 de abril de 1830, Joseph Smith Jr. inaugurou o seu movimento juntamente com cinco amigos.

c) Contradições internas

O breve relato de sua origem apresenta vários problemas e contradições. A agitação envolvendo questões religiosas, nunca aconteceu. A suposta revelação de 1820 só apareceu depois de 1842. Até então, os líderes mórmons afirmavam que a primeira ‘’visão’’ foi em 1823; contradição esta que envolve idade, local e conteúdo. Joseph Smith Jr foi condenado em 1826, por prática de cristalomancia. Em 1828, procurou se filiar à Igreja Metodista, mas foi recusado pela Igreja por causa do seu envolvimento com práticas ocultistas.

d) Testemunhos antibíblicos

Analisando essas ‘’visões’’ à luz da Bíblia, ficam evidentes os enganos do movimento. A suposta aparição do Pai contradiz o ensino bíblico, pois homem algum jamais viu a Deus (Jo 1:18; 6:16). Além disso o Senhor Jesus garantiu que Sua Igreja jamais se apostataria (Mt 16:16-18). Quanto aos sacerdócios, doutrina mórmon em prática ainda hoje, há distorções: a Bíblia ensina que o sacerdócio de Arão foi removido (Hb 7:11,12) e o de Melquisedeque pertence exclusivamente a Jesus (Hb 7:21-23), que ‘’tem um sacerdócio perpétuo “(Hb 7:24). A palavra original para “perpétuo” é aparabatos e significa: “imutável, inalterável, intransferível”.


2. FONTE DE AUTORIDADE

a) Escritos sagrados

Os mórmons consideram inspirados, com a mesma autoridade da Bíblia e, até acima dela, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, e Pérola de Grande Valor. O oitavo artigo das Regras de Fé dos mórmons diz: “Cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a Palavra de Deus”.

Essa restrição pra crer na Bíblia é uma maneira delicada de dizer que não se acredita nela, pois o mormonismo afirma que não pode haver tradução absolutamente fidedigna da Bíblia e chama de “néscios” os que nela crêem. Como os muçulmanos, procuram por todos os meios desacreditar a Bíblia.

b) O Livro de Mormón

O conteúdo do Livro de Mórmon nunca foi confirmado pela história e nem pela arqueologia. O texto está com 3.913 mudanças desde a edição de 1830; a maioria consiste em correção de erros gramaticais e mudanças doutrinárias.


3. TEOLOGIA MORMONISTA a) Conceitos mormonistas da divindade

Os mórmons são politeístas e, como no hinduismo, há espaço nesse movimento para inúmeros conceitos sobre a divindade. Há muitos conceitos contraditórios na literatura mórmon. Às vezes, usam o termo “trindade” para Deus, mas também afirmam, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses, e que o Pai tem corpo físico como o nosso. Ensinam, ainda: “como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem pode vir a ser”.

b) O Deus revelado na Bíblia

A Bíblia ensina a existência de um só Deus, sendo Deus um só (Dt 6:4; Mc 12:29-32) e que a Trindade não são três deuses, mas um Deus em três Pessoas. O Deus revelado na Bíblia é Espírito (Jo 4:24) e “espírito não tem carne e nem ossos” (Lc 24:39). Deus é Espírito Infinito e o Criador de todas as coisas nos céus e na terra e que além dEle não há outro (Sl 145:3; Is 44:6, 8, 24; 45:5-7). O homem entretanto, é limitado e criatura; não é, e nunca foi Deus (Ez 28:2); nem Deus é, e nunca foi homem (Os 11:9).

c) O outro Jesus

O Jesus do mormonismo é casado e polígamo, no nasceu de uma virgem e é irmão de Satanás. Os mórmons afirmam que as Bodas de Cana da Galiléia era o casamento de Jesus com as duas irmãs Maria e Marta; e que ele foi gerado de pai humano como qualquer homem.

Este, certamente, não é o Jesus que pregamos (2 Co 11:3). Eles, na verdade, querem sancionar suas práticas polígamas. Com isso, querem mostrar que são imitadores de Cristo. Todos esses conceitos mormonistas sobre o Senhor Jesus são uma afronta ao Cristianismo.

d) O Jesus que pregamos

A Bíblia diz que Jesus e Seus discípulos foram convidados para as bodas de Cana (Jo 2:2), e ninguém pode ser convidado para o seu próprio casamento. Isso, por si só, reduz a cinzas os argumentos dos mórmons. A Bíblia ensina explicitamente que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Mt 1:18, 20; Lc 1:34, 35). Nada há de Satanás em Jesus (Jo 16:30; Mt 12:22-32); pelo contrário, Jesus é o Deus verdadeiro (1 Jo 5:20), incomparável e singular! (Ef 3:21).


4. OUTRAS CRENÇAS E PRÁTICAS

a) A salvação mórmon

Crêem numa salvação geral onde os não-mórmons são castigados e depois liberados para a salvação; e numa individual, obtida pela fé em Jesus e pela obediência às leis e às ordenanças. Tais ordenanças consistem na fé em Jesus, no arrependimento, no batismo por imersão e a imposição de mãos, além de outros requisitos como aceitar Joseph Smith Jr. como porta-voz de Deus. Acreditam, ainda, na existência de pecados que o sangue de Jesus não pode purificar.

b) O verdadeiro Salvador do mundo

O Senhor Jesus não precisa de co-salvador. A Bíblia ensina que Ele é o único Salvador (Jo 14:6; At 4:12). A salvação não é por mérito humano; ninguém pode ser salvo pelas boas obras, mas somente pela graça, mediante a fé (Tt 3:5; Ef 2:8, 9). Existe apenas uma salvação, e ela está à disposição de todos os seres humanos (Tt 2:11; Jd 3).

c) Outras crenças e práticas exóticas

O batismo pelos mortos e o casamento para a eternidade. Trata-se de um batismo por preocupação, visto que sua crença exige o batismo para a salvação; assim, os mórmons batizam os entes queridos já falecidos. Eles têm interesse especial em genealogias para batizar seus antepassados. Realizam no templo a cerimônia de selamento para a eternidade, cujos conjugues prometem não casar de novo em caso de viuvez. Esse casamento é para o casal encontrar-se no céu com o propósito de gerarem filhos-deuses para povoarem os planetas. Similar à mitologia grega.

d) Resposta bíblica

A Bíblia nos ensina a rejeitar as fábulas e genealogias (1 Tm 1:4). O batismo pelos mortos é prática pagã (1 Co 15:29). O casamento foi estabelecido “para os filhos desse mundo”, disse Jesus (Lc 20:34), e no mundo vindouro não “hão de casar, nem ser dados em casamento”, porque não podem mais morrer; pois serão iguais aos anjos e filhos da ressurreição (Lc 20:35, 36).

e) A lei da Poligamia

Uma das doutrinas adotadas pelos mórmons ainda sob a liderança de Joseph Smith foi a lei da poligamia, pivô de muitos transtornos e perseguições contra os membros da Igreja naquela época.

Joseph Smith justificava a doutrina citando exemplos do Velho Testamento, onde Abraão e outros personagens tiveram muitas esposas. Porém, mais tarde uma revelação foi feita de que isso não deveria mais acontecer e que daquele momento em diante, todos deveriam amar e respeitar apenas uma esposa, sem direito a traição ou qualquer tipo de ato contrário a isso.

Contudo, algumas ramificações da igreja insistem em manter esse ato. Eles querem adequar o evangelho à sua forma de vida, modificando seus ensinamentos, o que é uma abominação aos olhos de Deus. Hoje em dia, a prática persiste apenas em grupos fundamentalistas dissidentes não filiados à igreja oficial.


CONCLUSÃO

Os fatos apresentados em nossa lição mostram que se trata de um movimento religioso alienado da Bíblia, com fontes de autoridade calcadas em fábulas e lendas. O Jesus apresentado não é o mesmo revelado no Novo Testamento. O mormonismo está, portanto, edificado sobre um fundamento falso. O ganhador de almas deve estar sempre preparado para a evangelização dessas pessoas, porque elas precisam conhecer o verdadeiro Jesus (Jo 17:3).


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Lição 3 - Testemunhas de Jeová


LEITURA DIÁRIA


Segunda – Mt 28:19 - Um Deus em três pessoas distintas.
Terça – Jo 1:1-3,14 - Jesus é Deus igual ao Pai.
Quarta – At 5:3,4 - O Espírito Santo é Deus igual ao Pai a ao Filho.
Quinta – I Ts 5:23 - Os elementos da constituição humana: corpo, alma e espírito.
Sexta – Jo 1:12 - Todos os que recebem a Jesus tornam-se filhos de Deus.
Sábado – Mt 25:41 - O inferno não é a sepultura, mas um lugar preparado para o Diabo e seus anjos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Filipenses 3:17-21.

COMENTÁRIO

A Sociedade Torre de Vigia é a organização das Testemunhas de Jeová, cujo movimento é hostil a todos os ramos do cristianismo. Suas crenças e práticas são contrárias à Bíblia Sagrada. A fim de simplificar suas crenças, eles colocam um “não” diante de tudo aquilo que a Palavra de Deus ensina.


1. ORIGEM DO MOVIMENTO

a) Sob a égide da falsa profecia - Charles T. Russel registrou a Sociedade Torre de Vigia em 1884, mas já pregava suas idéias desde 1872, na Pensilvânia, EUA. Tendo como hábito marcar a data do retorno de Cristo, profetizou o evento para 1914. Em seguida mudou a data para 1915. Ele morreu em 1916, e seu sucessor, Joseph F. Rutherford, continuou com as mesmas profecias, remarcando as datas de volta de Cristo para 1918, 1920, 1925 e 1942, ano em que faleceu. Seu sucessor Nathan H. Knorr, anunciou uma nova data para o ano de 1975.

b) A falta de idoneidade espiritual - Russel colocava seus escritos no mesmo nível de autoridade da Bíblia. Seus sucessores não são diferentes. Consideram-se o único canal de comunicação entre Jeová e o homem. No entanto, os fatos eliminam, por si só, tais pretensões. Sua própria história registra que nenhuma de suas profecias cumpriu-se, mostrando claramente que tal movimento não passa de uma organização de falsos profetas (Dt 18:20-22). Além do mais, Jesus afirmou que não compete aos homens saber a data de sua vinda (Mt 24:36; Mc 13:32; At 1:6).


2. SOBRE DEUS E A TRINDADE

a) Seu erro sobre Deus - A organização apresenta-se como monoteísta, mas se contradiz quando afirma que Jesus é apenas “um deus” poderoso e não o Deus Jeová Todo-Poderoso. Assim, admite seguir a dois deuses. Na sua teologia, Jeová não é onipresente nem onisciente; por isso não pode prever o futuro.

b) O Deus Jeová revelado na Bíblia - Essas crenças são antibíblicas, pois a Bíblia ensina que Jesus é Deus igual ao Pai (Jo 10:30-33), realçando assim o verdadeiro monoteísmo (Mc 12:29-31; I Co 8:6). O Deus Jeová de Israel está presente em toda a parte: é onipresente (Jr 23:23, 24); onisciente, Ele sabe todas as coisas (Sl 139:1-4). Portanto, conhece o futuro (Is 46:9, 10).

c) Seu erro sobre a Trindade - Negando a doutrina da Trindade, afirmam ora que somos triteístas, ora que somos unicistas. Triteísmo é a crença em três deuses; e o unicismo ensina que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma só pessoa. A diferença é que, na Trindade, Jesus é Deus; e, no unicismo, Deus é Jesus.

d) A Trindade Bíblica - A Trindade é a união de três Pessoas distintas em uma só Divindade, e não em uma só Pessoa. Nós não separamos a substância (Jo 10:30) e nem confundimos as Pessoas (Mt 3:16,17); por isso cremos em um só Deus eternamente subsistente em três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6:4; Mt 28:19).

e) Seu erro sobre Jesus Cristo - A referida organização acredita que o Jesus de Nazaré pregado por nós já não existe mais e que, durante seu ministério terreno, não passava de um homem perfeito enviado por Jeová. Negando, porém, a sua divindade e ressurreição corporal, compara-o a Satanás, afirmando que Ele é o mesmo Abadom de Apocalipse 9:11. De forma absurda, ensinam que só depois de seu batismo no Jordão, é que Jesus tornou-se Cristo.

f) O Jesus bíblico - A Bíblia ensina que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Jo 1:1,4). Ele é incomparável e criador de tudo quanto existe (Ef 1:21; Cl 1:16) e já nasceu como o Cristo de Deus (Lc 2:11). O destruidor é o Diabo. Mas Jesus veio para trazer-nos vida (Jo 10:10). Sua ressurreição foi corporal (Lc 24:39); Jo 2:21). Jesus de Nazaré continua vivo; foi em seu nome que o coxo foi curado (At 3:6).

g) Seu erro sobre o Espírito Santo - A organização nega a divindade e a personalidade do Espírito Santo. Ensina ser o Espírito Santo a força ativa de Jeová. A Bíblia, porém, afirma que Ele é Deus (At 5:3,4) igual ao Pai e ao Filho (Mt 28:19). A Palavra de Deus evidencia que o Espírito Santo é uma pessoa e possui as faculdades da personalidade: intelecto, vontade e comoção (I Co 2:10; 12:11; Ef 4:30).


3. SOBRE O HOMEM E SEU DESTINO a) Seu erro sobre a alma - À semelhança dos Adventistas do Sétimo Dia, as Testemunhas de Jeová negam a sobrevivência da alma após a morte; acreditam ser a morte o término de tudo. Declaram que os mortos estão em estado de inconsciência. Apenas as pessoas bondosas serão ressuscitadas por Jeová. Essa doutrina é falsa.

b) A alma na Bíblia - A Bíblia ensina que a alma sobrevive à morte (Mt 10:28; Ap 6:9,10). Há inúmeras passagens para sustentar essa verdade. O Rico e Lázaro (Lc 16:19-31) é um exemplo clássico dessa verdade bíblica.

c) Seu erro sobre a salvação - A Torre de Vigia não considera seus adeptos filhos de Deus, nem tem Jesus como seu Mediador. A salvação é um alvo a ser cumprido. As Testemunhas de Jeová acreditam que o único caminho para a salvação é a sua organização religiosa.

Jesus seria mediador apenas dos 144.000, e somente estes são filhos de Deus. Pregam, de casa em casa, uma religião cujo ensino não os qualifica como “filhos de Deus”. Não é novidade esses adeptos não serem filhos de Deus; o intrigante é que eles mesmos o admitem.

d) A salvação bíblica - Todos os que recebem a Jesus tornam-se filhos de Deus (Jo 1:12) e não apenas 144.000. A salvação não é algo para o futuro. Jesus prometeu: “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna” (Jo 5:24). O verbo grego usado, aqui, está no presente “tem”, e não, “terá”. O único caminho para a salvação é Jesus (Jo 14:6) e não uma organização religiosa. Jesus é o único “mediador entre Deus e os homens” (I Tm 2:5), e não apenas um grupo de 144.00 pessoas.

e) Sobre o inferno de fogo - Negam a existência do inferno de fogo e afirmam que a palavra hebraica Sheol e a grega Hades, usadas para “inferno”, na Bíblia, indicam a sepultura comum da humanidade. Por isso, ensinam que o inferno é um estado e não um lugar. Trata-se de uma tentativa de escapar do inferno, eliminando-o da Bíblia, ou negando-o, ao invés de buscar refúgio em Jesus, nosso Salvador (Rm 8:1).

f) A doutrina do inferno ardente à luz da Bíblia - Os argumentos da Torre de Vigia são mentirosos, pois Sheol ou Hades, é o lugar onde os mortos incrédulos permanecerão, em estado de consciência, até o dia do juízo final (Lc 16:23,24,27,28; Ap 20:13). O inferno propriamente dito é o lago tipificado pela palavra Geena, também usada para “inferno” (Ap 19:20; 20:10). Há várias palavras e expressões na Bíblia para designar o inferno como lugar de suplicio eterno, tais como “fornalha de fogo”, “fogo eterno”, “tormento eterno” (Mt 13:49, 50; 25:41,46).


4. SUAS SUTILEZAS

a) A tradução do Novo Testamento - A organização procura fazer com que suas crenças pareçam bíblicas; para isso, produziram sua própria Bíblia – a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. Tradução falsa, viciada, tendenciosa e cheia de interpolação. Substitui “Espírito de Deus”, em Gênesis 1:2, por “força ativa de Deus”. Agora, as Testemunhas de Jeová não precisam mais torcer a Palavra de Deus. Seus teólogos já o fizeram por elas. Colocaram, também, o nome “Jeová” 227 vezes no Novo Testamento, ao passo que não aparece, uma vez se quer, nos manuscritos originais. Substituíram “cruz” por “estaca” e falsificaram João 1:1: “e o Verbo era Deus”, traduzindo por “e a Palavra era um deus”.

b) A sentinela - Quando uma Testemunha de Jeová bate à porta de alguém, oferecendo um curso bíblico, está, na verdade, convidando-o para estudar a revista A Sentinela, começando pelo seu manual de ingresso Conhecimento que conduz à vida eterna. Durante o curso, a pessoa é persuadida a acreditar em crenças que são condenadas pela Bíblia.


CONCLUSÃO

Devemos ser educados quando uma Testemunha de Jeová bater à nossa porta. Todavia, não devemos compartilhar de suas crenças (2 Jo 10,11). Quando falamos que temos provas de suas falsas profecias, dificilmente se interessam pelo diálogo. Também ficam numa situação desconfortável ao indagarmos se eles são filhos de Deus, ou se Jesus é Deus falso ou verdadeiro. Perguntas como essas podem abalar a convicção das Testemunhas de Jeová.


Bons estudos!!!

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